A Quarta-feira de Cinzas, em 18 de fevereiro, marca o início da Quaresma, período de 40 dias de preparação para a Páscoa.
A data abre um dos tempos mais significativos do calendário litúrgico da Igreja.
No início da Igreja Cristã, a penitência pública para pessoas que haviam pecado incluía o uso de cinzas e pano de saco. À medida que a Igreja cresceu e evoluiu, essa prática diminuiu.
Essa longa tradição – de nos reconhecermos externamente como pecadores buscando renovação com Deus – acabou se transformando no que hoje conhecemos como Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma.
A Quaresma é compreendida como caminho de oração, jejum e caridade, inspirado no Evangelho (cf. Mt 6,1-18), no qual Jesus orienta sobre a prática dessas atitudes como expressão concreta de conversão. Durante a celebração, após a Liturgia da Palavra, ocorre o rito da imposição das cinzas. Ao receber as cinzas sobre a cabeça, o fiel escuta: “Convertei-vos e crede no Evangelho” ou “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”, palavras que recordam a condição humana e o chamado a uma vida renovada.
As cinzas são preparadas a partir da queima dos ramos abençoados no Domingo de Ramos do ano anterior. Na tradição bíblica, elas simbolizam penitência e reconhecimento da fragilidade humana. A Quarta-feira de Cinzas inaugura um tempo de revisão de atitudes e de preparação interior para a celebração da Páscoa, centro da fé cristã.
A Quarta-feira de Cinzas não é um Dia Santo de Preceito para os católicos romanos, mas receber cinzas é uma prática universal entre os cristãos para iniciar suas jornadas de Quaresma. A maioria das paróquias católicas oferece a missa de quarta-feira de cinzas e, em alguns lugares, é possível receber as cinzas sem participar da missa.
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