Em seu primeiro clássico, treinador destaca intensidade, identificação com a torcida e admite que equipe ainda tem margem para evoluir
A vitória por 4 a 2 sobre o Grêmio, no Gre-Nal 449, disputado na noite deste domingo, no Beira-Rio, marcou de forma especial o início da trajetória de Paulo Pezzolano no comando do Inter. Em sua estreia em clássicos, o treinador celebrou não apenas o resultado diante do maior rival, mas principalmente a postura apresentada pela equipe, que buscou a virada com intensidade e agressividade.
Pezzolano lembrou que, independentemente do momento das equipes, um Gre-Nal carrega características próprias e foge a qualquer lógica de favoritismo. Para ele, o equilíbrio emocional foi determinante para o desfecho positivo. “Todos sabem como é um clássico. Você pode estar bem, pode estar mal, mas é um jogo diferente. Estamos procurando melhorar todos os dias, pensando no longo prazo. Mas clássico é assim. Não tem favorito”, afirmou.
Desde o início do trabalho, o técnico uruguaio tem reforçado a ideia de um Inter intenso e competitivo, capaz de criar identificação com o torcedor. Segundo ele, essa postura precisa ser inegociável, mesmo quando os resultados não forem os esperados. “Nós queremos um time agressivo, intenso. Nem todos os jogos são iguais. Falei desde o primeiro dia que quero que o torcedor se sinta identificado. Por isso, o time tem que ter fome. Às vezes, vai ganhar, em outras não, mas tem que buscar a vitória e deixar tudo em campo. Assim, o torcedor vai gostar”, destacou.
Questionado sobre o bom desempenho de Rafael Borré e do volante Ronaldo, ambos bastante criticados na temporada passada, Pezzolano saiu em defesa dos jogadores e ressaltou o comprometimento diário do grupo nos treinamentos. “Se o torcedor visse como eles trabalham no dia a dia, estaria tranquilo. Eles se entregam muito nos treinos. Se estão jogando, é porque merecem. Os dois estão no caminho correto. Não basta correr, tem que ter inteligência para jogar”, explicou.
Com a confiança elevada após o triunfo no clássico, o Inter volta a campo já nesta quarta-feira, quando estreia no Campeonato Brasileiro diante do Athletico-PR, novamente no Beira-Rio. Apesar do bom momento, Pezzolano reconhece que o time ainda está em processo de construção. "Depois de ganhar um Gre-Nal, você chega em um bom momento. Mas eu gostaria de ter mais tempo para trabalhar a equipe, oferecer mais variantes táticas. Estamos no caminho, embora ainda exista muita coisa para melhorar. Os jogadores estão se entregando e ajudando bastante”, avaliou.
O treinador também fez questão de enaltecer o papel da torcida colorada, que compareceu em peso e empurrou o time durante os 90 minutos. “Estou orgulhoso. A torcida se sentiu identificada. Não éramos 11, mas 12 jogadores, porque ela teve um papel maravilhoso. Os jogadores deram 100% ou mais”, concluiu.
Fonte: Correio do Povo
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