Márcio Oliveira dos Santos também responde por ocultação de cadáver e incêndio; vítima morreu por asfixia
O ex-companheiro da professora Glória Werkhausen, de 43 anos, morta por asfixia em Constantina, foi denunciado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul e deve responder por feminicídio, ocultação de cadáver e incêndio criminoso. A petição inicial foi apresentada na última segunda-feira (17) e ainda precisa ser aceita pelo Poder Judiciário para virar uma ação penal.
Márcio Oliveira dos Santos, de 52 anos, foi indiciado pela Polícia Civil na semana anterior, após a conclusão do inquérito policial. Laudos periciais apontam que a vítima foi morta por asfixia provocada por esganadura.
A investigação também concluiu que, depois da morte da professora, o suspeito teria ateado fogo na residência onde ela morava, com o objetivo de alterar a cena do crime e dificultar a apuração dos fatos.
Glória foi encontrada morta em 12 de julho, após um incêndio atingir a casa onde morava, no bairro Florestal. No início da investigação, chegou a ser considerada a possibilidade de suicídio. Com o avanço das diligências, porém, a Polícia Civil identificou elementos que apontaram para a participação de terceiros.
Durante a perícia, também foram identificadas marcas de esganadura no pescoço da vítima e um corte no pulso direito. Conforme a investigação, o ferimento teria sido provocado pelo autor e não seria compatível com a hipótese de que a própria vítima tivesse causado o corte.
Segundo a Polícia Civil, o investigado não aceitava o fim do relacionamento com Glória. Depoimentos reunidos durante a apuração relataram conflitos entre os dois, além de episódios de violência psicológica e perseguição.
A prisão temporária do investigado foi posteriormente convertida em preventiva. Márcio Oliveira dos Santos está detido em Sarandi.
Jornalismo Rádio Tapejara
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