Daniel Machado Figueiró responde por homicídio qualificado e três tentativas de homicídio; Ministério Público também pede a manutenção da prisão preventiva
O policial militar afastado Daniel Machado Figueiró, acusado de matar o delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba, de 39 anos, e tentar matar outros três agentes durante uma operação em Passo Fundo, foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por homicídio qualificado e três tentativas de homicídio qualificado. A denúncia foi apresentada à 3ª Vara Federal de Passo Fundo, acompanhada de um pedido para que a prisão preventiva seja mantida.
A denúncia ocorre após a Polícia Federal concluir o inquérito sobre o caso, ocorrido em 2 de julho de 2026, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. Ao final da investigação, a PF indiciou o investigado por homicídio doloso qualificado consumado contra o delegado e três tentativas de homicídio doloso qualificado contra os demais integrantes da equipe.
Segundo o MPF, o policial teria efetuado disparos de surpresa a partir de um cômodo escuro do apartamento, utilizando uma posição protegida. A acusação afirma que os tiros foram disparados a curta distância e que alguns atingiram o delegado quando ele já estava ferido.
O Ministério Público sustenta que as provas reunidas afastam as hipóteses de legítima defesa e de erro na identificação dos agentes. Entre os elementos citados estão perícias balísticas, laudos necroscópicos, exames realizados no local e depoimentos de testemunhas.
De acordo com a denúncia, os policiais federais estavam identificados e anunciaram sua presença antes e durante o ingresso no imóvel. Moradores vizinhos também teriam confirmado ter ouvido os agentes se identificando como integrantes da Polícia Federal.
A investigação da PF incluiu análises balísticas e de DNA, exames de microvestígios, extração de dados de dispositivos eletrônicos, imagens de câmeras de segurança e depoimentos. Conforme a conclusão do inquérito, os disparos que mataram Michel Brasil Saliba partiram da arma utilizada pelo investigado.
Agora, cabe à Justiça Federal definir se o acusado vai se tornar réu em processo criminal.
Jornalismo Rádio Tapejara
64.056.128 de acessos desde 2009
Direitos Reservados. Desenvolvido por Impar Agencia Web.