Prejuízo pode chegar a R$ 1 milhão
Um grupo de moradores do norte do Rio Grande do Sul denuncia ter sido vítima de um suposto golpe aplicado por uma agência de viagens com sede em Marau, município da região. Conforme os relatos, pacotes turísticos contratados foram cancelados às vésperas das viagens, sem reembolso aos clientes, gerando um prejuízo estimado em cerca de R$ 1 milhão para aproximadamente 70 pessoas.
Os pacotes incluíam, em sua maioria, passagens aéreas com saída de Passo Fundo para diversos destinos turísticos, além de hospedagem e transporte do aeroporto. No entanto, segundo os consumidores, os problemas começaram a surgir poucos dias antes das datas previstas para o embarque, quando cancelamentos e falhas nas reservas passaram a ser comunicados — ou simplesmente deixaram de ser esclarecidos pela empresa.
Entre os casos está o da auxiliar de cozinha Edejanes de Lima Brisola, moradora de Vila Maria. Ela e um familiar viajariam para Porto de Galinhas, em Pernambuco, no dia 24 de janeiro, com retorno previsto para o dia 31. Dois dias antes do embarque, a família percebeu que algo não estava certo.
— Ficamos esperando os cartões de embarque dos voos por dias, e eles passaram a ignorar nossas mensagens. Decidimos ligar para a pousada onde ficaríamos e fomos informados de que não havia nenhuma reserva em nosso nome. Foi um balde de água fria — relatou Edejanes.
Segundo ela, o prejuízo foi de aproximadamente R$ 8 mil, valor pago à vista em abril de 2025 para um pacote de duas pessoas. Ainda conforme o relato, a empresa voltou a responder apenas no dia 25 de janeiro, alegando enfrentar dificuldades financeiras.
Até o momento, quatro ocorrências foram oficialmente registradas na Polícia Civil, que já instaurou um inquérito para investigar o caso. A apuração encontra-se em fase inicial.
Os consumidores estimam que o prejuízo total ultrapasse R$ 1 milhão. O levantamento está sendo organizado por Luiz Eduardo Alerico, morador de Marau e também um dos lesados, que está reunindo depoimentos e documentos para formalizar a denúncia coletiva.
Além da investigação policial, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar a suspeita de lesão coletiva aos consumidores. O procedimento reúne informações da empresa, dos clientes prejudicados e sobre os possíveis danos causados.
O que diz a empresa
Procurada, a agência Personalizze Viagens e Turismo informou, por meio de nota, que está realizando um “levantamento interno” sobre os fatos noticiados. A empresa afirmou ainda que, por orientação jurídica, não irá se manifestar publicamente enquanto as apurações estiverem em andamento, garantindo que permanecerá à disposição para prestar esclarecimentos em momento oportuno.
O Ministério Público orienta que os consumidores que se sentirem prejudicados procurem orientação jurídica particular para eventual reparação dos danos ou, ainda, integrem o inquérito em andamento.
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Fonte:
GZH
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