Técnico Luís Castro fez alterações no time, mas não impediu o 2 a 1 no Maracanã
A estreia do Grêmio no Campeonato Brasileiro não foi a resposta que o torcedor gostaria ao imaginar uma reação, pelo menos de atitude, depois do que viu contra o Inter, no domingo. No Maracanã, o Fluminense foi também superior e venceu por 2 a 1. Foi a terceira derrota na temporada, a segunda consecutiva, renovando preocupações que as partidas do começo do trabalho da nova comissão técnica devem estar cientes. Sábado, retorna o Gauchão com o último jogo da primeira fase contra o Juventude, na Arena, onde o Tricolor também recebe o Botafogo quatro dias depois.
Luís Castro promoveu uma cirurgia em relação ao time derrotado no Gre-Nal. Foram quatro alterações na escalação do meio para trás. João Pedro, Gustavo Martins, Dodi e Edenilson entraram nas vagas de Marcos Rocha, Noriega, Tiaguinho e Cristaldo, respectivamente. Bastante coisa. Assim como na segunda metade do clássico, a iniciativa teve o intuito de preencher a meia-cancha.
A estrutura mais protegida demorou a responder diante do controle de bola dos cariocas. John Kennedy, logo no começo, precisou ser bloqueado em saída providencial de Weverton. Aos poucos, a marcação começou a encaixar e poucas chances foram oferecidas ao adversário. No ataque, o Grêmio tentava ir com segurança sem deixar a zaga desguarnecida. João Pedro por pouco não encontrou Carlos Vinícius em condições de marcar. Depois, o próprio centroavante criou uma jogada sozinho, mas concluiu para fora. Mais do que isso não houve até o intervalo.
O que praticamente não ocorreu nos primeiros 45 minutos não levou um para ocorrer após o intervalo. Na primeira jogada de ataque do segundo tempo, Renê chutou de dentro da área, a bola desviou em Dodi, Weverton ainda conseguiu espalmar, mas Nonato apareceu atrás da zaga para completar para o gol completamente vazio.
O gol, de alguma maneira, colocou por água abaixo a estratégia do treinador português. Afinal de contas, a equipe que esperava o adversário atacar, para tentar dar a resposta, precisava a partir dali sair para o jogo em busca do empate. Porém, não foi o que se viu. Ao contrário, os donos da casa perceberam que o Grêmio acusou o gol sofrido e pressionou em busca do segundo gol. Não fossem duas boas defesas de Weverton em chutes de Martinelli e Canobbio, o placar não teria mudado antes.
Até que aos 14 minutos, não houve jeito. Após uma cobrança de escanteio de Renê para a entrada da área, Lucho Acosta apanhou a bola de primeira acertando um chute de rara felicidade no contrapé do goleiro gremista, ampliando a vantagem para 2 a 0 e dando justiça no marcador. Foi quando Luís Castro tentou reagir ao colocar Willian no lugar de Dodi para tentar criar alguma jogada de lucidez.
Não foi dessa maneira que o Grêmio descontou. E sim em uma bola alçada em que Gustavo Martins subiu mais alto que os zagueiros e escorou para Carlos Vinícius completar para as redes, marcando o seu quinto gol na temporada. Eram 34 minutos e tempo havia para empatar. Aos 43, Gustavo Martins, de novo como atacante, dentro da pequena área, de frente para Fábio que pouco trabalhou no jogo, mandou para cima o gol que seria o de empate. Não houve, porém qualidade para buscar a igualdade. Pavon, Enamorado e André Henrique foram para campo, mas pouco adiantou. O time mudou, mas assim como domingo, de novo o Grêmio saiu derrotado.
Grêmio: Weverton, João Pedro (Marcos Rocha), Gustavo Martins, Wagner Leonardo, Marlon, Dodi (Willian), Arthur, Edenilson, Tetê (Enamorado), Amuzu (Pavón) e Carlos Vinícius (André). Técnico Luís Castro
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier, Jemmes, Freytes e Renê; Martinelli, Nonato (Bernal) e Lucho Acosta (Ganso) ; Serna, Canobbio e John Kennedy (Everaldo). Técnico: Luís Zubeldía
Árbitro: Davi Lacerda (ES)
Local: Maracanã
Fonte: Correio do Povo
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