Mercado de trabalho ganha 581 mil pessoas no trimestre e alcança 103,6 milhões
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (30). A taxa recuou 0,2 ponto percentual (p.p.) frente ao trimestre terminado em junho (5,4%) e 0,4 p.p. ante o mesmo período de 2025 (5,6%).
A população desocupada somou 5,6 milhões, queda de 4,0% (menos 234 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho (5,9 milhões). Em relação ao igual trimestre do ano anterior (6,0 milhões), a redução foi de 6,9% (menos 417 mil pessoas).
Ocupação e renda batem recorde
A população ocupada chegou a 103,6 milhões, a maior da série histórica, com alta de 0,6% no trimestre (mais 581 mil pessoas) e de 1,2% no ano (mais 1,2 milhão). O nível da ocupação, que mede o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, também atingiu recorde: 59,0%, alta de 0,2 p.p. frente ao trimestre anterior (58,8%) e estabilidade em relação ao mesmo período de 2025 (58,7%).
A taxa composta de subutilização (13,0%) ficou estável frente ao trimestre anterior (12,9%) e teve queda de 0,9 p.p. no ano (13,9%). A população subutilizada (14,8 milhões) ficou estável no trimestre e recuou 6,1% no ano (menos 957 mil pessoas).
A população subocupada por insuficiência de horas (4,3 milhões) cresceu 5,2% no trimestre (mais 214 mil pessoas) e recuou 5,4% no ano (menos 247 mil pessoas). A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) ficou estável no trimestre e cresceu 0,8% no ano (mais 530 mil pessoas).
A população desalentada (2,5 milhões) aumentou 7,5% no trimestre (mais 171 mil pessoas) e caiu 6,8% no ano (menos 178 mil pessoas). O percentual de desalentados (2,2%) variou 0,1 p.p. no trimestre (2,1%) e -0,2 p.p. no ano (2,4%).
O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões. Houve estabilidade no trimestre e no ano. O contingente de empregados sem carteira no setor privado (13,7 milhões) também apresentou estabilidade na comparação trimestral e anual.
O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre e no ano. O contingente de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) também ficou estável no trimestre e no ano.
A quantidade de empregadores (4,5 milhões) foi recorde ao crescer 4,3% no trimestre (mais 184 mil pessoas) e 6,4% no ano (mais 272 mil pessoas). Recorde também no número de empregados no setor público (13,2 milhões), que ficou estável no trimestre e cresceu 2,5% no ano (mais 317 mil pessoas).
A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,4% (ou 38,6 milhões) no trimestre e 37,8% (ou 38,7 milhões) no ano.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.790) ficou estável no trimestre e cresceu 3,6% no ano (mais R$ 131). A massa de rendimento real habitual (R$ 387,5 bilhões) foi a maior da série, com alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de julho a setembro foi de 109,3 milhões de pessoas, com variação de 0,3% (mais 347 mil pessoas), quando comparada com o trimestre de abril a junho. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve alta de 0,7% (mais 788 mil pessoas).
Por grupamentos de atividade, a ocupação aumentou somente no grupo Construção (2,8% ou mais 210 mil pessoas) na comparação com o trimestre de abril a junho. Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa. Na comparação com o trimestre de julho a setembro de 2025, houve aumento em Transporte, armazenagem e correio (6,9% ou mais 411 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,1% ou mais 400 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.
O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, cresceu em Serviços domésticos (3,2% ou mais R$ 46), na comparação com o trimestre de abril a junho. Houve queda em Outros serviços (5,5%, ou menos R$ 168). Frente o trimestre de julho a setembro de 2025, houve aumento nas categorias: Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (4,6% ou mais R$ 106), Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (5,6% ou mais R$ 163) e Serviços domésticos (5,5% ou mais R$ 78). Os demais grupamentos ficaram estáveis.
Os resultados para esse mesmo tipo de rendimento, por posição na ocupação, mostram aumento na categoria de Trabalhador doméstico (3,2% ou mais R$ 46) na comparação trimestral. As demais categorias não apresentaram variação significativa. Frente ao mesmo trimestre do ano passado, houve aumento nas categorias: Trabalhador doméstico (5,5% ou mais R$ 78), Empregado no setor público (3,3% ou mais R$ 179) e Conta-própria (3,7% ou mais R$ 113).
Fonte: Correio do Povo
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