Lucca Bogoni Picolotto, morador de Água Boa (MT), se destacou em olimpíadas de matemática e programação e está entre os 105 brasileiros reconhecidos pela IJHS
Um estudante de Água Boa, no Mato Grosso, conquistou uma vaga na International Junior Honor Society (IJHS), sociedade internacional de honra acadêmica, que reúne estudantes com destaque em olimpíadas do conhecimento. Lucca Bogoni Picolotto tem 7 anos de idade e é filho do ibiaçaense Ricardo Picolotto e de Laiz Luckner Bogoni, natural de Lages (SC).
A conquista veio depois de uma série de resultados em competições, principalmente nas áreas de matemática e programação. No ciclo 2025–2026, mais de 20 mil estudantes brasileiros participaram das olimpíadas internacionais vinculadas à SIMCC*, de Singapura, e apenas 105 passaram a integrar a IJHS – destes, somente nove estão na mesma categoria do menino.
Para conquistar a vaga, é preciso acumular pelo menos quatro pontos em competições selecionadas.
*A SIMCC (Singapore International Mastery Contests Centre) é uma organização educacional global baseada em Singapura que promove competições internacionais de matemática, ciências e computação.
Resultado acima da faixa etária
De acordo com os pais, Lucca participa das competições em uma categoria escolar acima da correspondente à sua idade. Devido ao nível de conhecimento, o menino foi adiantado em um ano na escola e, atualmente, frequenta o 3º ano do Ensino Fundamental na Cooperativa de Ensino de Água Boa (Cooperensino).
Na International Junior Informatics Olympiad (IJIO), Lucca conquistou medalha de ouro com a primeira colocação entre os brasileiros de sua categoria e alcançou o 11º lugar no ranking mundial. O resultado também rendeu convites para competições e eventos acadêmicos internacionais em Singapura, no Uzbequistão e em Nova York, nos Estados Unidos.
Da busca por estímulos às olimpíadas
A aproximação com as competições começou a partir de uma busca da família por novas formas de estimular o aprendizado. A orientação de um neuropsicólogo levou os pais a procurar alternativas para ampliar os estímulos e as oportunidades de desenvolvimento. “A decisão de colocar o Lucca num clube de olimpíadas veio de uma necessidade de enriquecimento curricular. A gente não sabia que existiam olimpíadas nacionais, internacionais e muito menos uma sociedade de honra”, explicou o pai.
Segundo a mãe, o menino se identificou com a proposta e passou a participar regularmente das atividades. “Foi onde ele se achou, onde mudou bastante a vida dele. Ele está sempre participando das aulas, faz amigos, encontrou pares intelectuais”, relata.
Mais do que medalhas
Na IJHS, a participação também envolve atividades além das competições, como mentorias, trabalhos sociais, resolução de problemas e ações voltadas ao desenvolvimento dos estudantes. Para Laiz, esse conjunto de experiências tornou a conquista ainda mais significativa. “Eles têm mentorias, trabalhos sociais, resolução de questões muito difíceis, ensinar outras crianças. Eu achei bem legal essa participação, porque é para desenvolver o jovem como um todo”, comentou.
Além de Lucca, o casal tem outros dois filhos: Enrico, de quatro anos, e Martina, de um ano de idade.
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