Grupo de indígenas é transferido para Tapejara, e aulas presenciais são retomadas em escolas de Charrua
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Grupo de indígenas é transferido para Tapejara, e aulas presenciais são retomadas em escolas de Charrua

Cerca de 100 pessoas deixaram o ginásio escolar de Charrua após ordem de reintegração de posse

Por Belchyor Teston
14/09/2026 15:45
Atualizado: 14/09/2026 15:46
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O grupo de indígenas que ocupava o ginásio localizado junto às escolas municipais de Charrua deixou o espaço na última quinta-feira (10) e foi transferido para um pavilhão em Tapejara. A desocupação ocorreu após os indígenas serem intimados a cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse.

Com a saída do local, as aulas presenciais foram retomadas nesta segunda-feira (14) na Escola Municipal de Ensino Fundamental Carmelina Baseggio e na Escola Municipal de Educação Infantil Dentinho de Leite. As atividades estavam sendo afetadas desde março, quando o grupo passou a ocupar o ginásio.

A Prefeitura de Charrua confirmou a transferência à Rádio Tapejara e informou que a desocupação ocorreu de forma pacífica. O grupo é formado por aproximadamente 100 pessoas.

Imóvel atual é particular e foi alugado para a permanência do grupo

O imóvel utilizado agora para abrigar as famílias é de propriedade particular. Conforme a administração municipal, Charrua vai custear o primeiro mês de permanência por meio de aluguel social e, a partir do segundo mês, a previsão é de que as despesas sejam assumidas pela Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Ainda segundo a Prefeitura, os valores inicialmente pagos pelo município devem ser ressarcidos posteriormente pela União. O contrato para utilização do espaço em Tapejara foi firmado com validade até março de 2027.

Ocupação afetou rotina das escolas

A permanência das famílias no ginásio interferiu diretamente nas atividades das duas escolas localizadas nas proximidades. Cerca de 180 estudantes ficaram sem aulas presenciais durante o período de ocupação, com a necessidade de adoção de alternativas para a continuidade das atividades escolares.

A Rádio Tapejara acompanha a situação desde o início do ano. Em março, após um confronto entre indígenas ligados à Reserva do Ligeiro e integrantes do grupo instalado no ginásio, as aulas chegaram a ser suspensas por medida de segurança. Na ocasião, o grupo relatava ter deixado a reserva em razão de desentendimentos internos e de temores relacionados aos conflitos na comunidade.

Em abril, as tratativas entre o poder público e as lideranças indígenas avançavam na tentativa de encontrar outro espaço para acomodar as famílias e permitir a retomada das atividades escolares.

O grupo havia deixado a Terra Indígena do Ligeiro, área localizada em Charrua, antes de ocupar o ginásio municipal. A área indígena possui cerca de 4,5 mil hectares e abriga a comunidade Kaingang do município.

Jornalismo Rádio Tapejara




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