Paralisação é por tempo indeterminado; categoria rejeitou proposta da empresa durante negociação trabalhista
Os trabalhadores dos Correios iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado às 22h desta quinta-feira (10). A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em diferentes regiões do país, após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela empresa nas negociações da campanha salarial de 2026.
Entre os principais pontos de discordância está o plano de saúde dos trabalhadores, aposentados e dependentes. Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect), a categoria é contrária à mudança proposta pela direção dos Correios na condição de mantenedora do plano.
A decisão ocorreu depois de rodadas de negociação entre representantes dos trabalhadores e da empresa, além de tentativas de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Até o início da paralisação, 35 assembleias haviam aprovado o movimento. No Rio Grande do Sul, a categoria também aprovou a greve.
Quais serviços podem ser afetados?
A paralisação pode provocar alterações no funcionamento normal das operações dos Correios, principalmente em atividades que dependem diretamente da atuação dos trabalhadores, como coleta, triagem, transporte e entrega de cartas e encomendas.
Entre os serviços que podem sofrer atrasos estão modalidades como SEDEX e PAC, além de correspondências e outras encomendas. A extensão dos impactos pode variar conforme a adesão dos funcionários em cada unidade e região.
Isso não significa, porém, que todos os serviços serão interrompidos. Os Correios informaram que estão adotando medidas para manter a operação, incluindo remanejamento de equipes, reforço das atividades operacionais e ações logísticas para reduzir os efeitos da paralisação.
O acompanhamento de encomendas e outros serviços digitais continuam disponíveis pelos canais oficiais da empresa. Os Correios também mantêm atendimento por telefone, site e WhatsApp.
Correios dizem que buscam manter as entregas
A empresa afirma que está tomando medidas para garantir a continuidade dos serviços e minimizar os impactos aos clientes. Durante a greve, entretanto, podem ocorrer alterações nos prazos de entrega em razão de eventuais atrasos nas etapas de coleta, tratamento e distribuição.
A categoria, por sua vez, defende a retomada das negociações e a preservação dos direitos trabalhistas, especialmente em relação ao plano de saúde.
A paralisação não tem prazo definido para terminar. Novas negociações entre trabalhadores e empresa podem determinar os próximos passos do movimento.
Jornalismo Rádio Tapejara
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