Caso foi identificado em Coqueiros do Sul; avicultura comercial e exportações não são afetadas, segundo autoridades sanitárias
A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) confirmou, no último sábado (18), a ocorrência de um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1), conhecida como gripe aviária, em uma criação de aves de subsistência no município de Coqueiros do Sul, no Norte do Rio Grande do Sul. A confirmação foi feita pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP), após análise de amostras coletadas por equipes do Serviço Veterinário Oficial.
O caso envolve uma criação doméstica, destinada ao consumo da própria família e sem ligação com a produção comercial de carne de frango ou ovos. Conforme a Seapi, esse tipo de ocorrência não altera o status sanitário da avicultura comercial do Rio Grande do Sul e do Brasil, nem provoca restrições às exportações de produtos avícolas.
Como prevê o protocolo sanitário, equipes da Secretaria da Agricultura vão intensificar a vigilância em um raio de 10 quilômetros ao redor da propriedade onde o vírus foi identificado. As ações incluem inspeções em outras criações de aves, orientação aos produtores e monitoramento para identificar rapidamente eventuais novos casos.
O que é a gripe aviária e quais os impactos
A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres. Em situações excepcionais, também pode infectar mamíferos e seres humanos, geralmente após contato direto e prolongado com animais doentes.
Entre os principais sinais da doença estão apatia, perda de apetite, dificuldade respiratória, alterações neurológicas, redução na postura de ovos e morte súbita das aves.
As autoridades sanitárias reforçam que não há risco no consumo de carne de frango e ovos devidamente preparados e inspecionados, uma vez que a gripe aviária não é transmitida por alimentos. A orientação é para que aves doentes ou encontradas mortas não sejam manipuladas.
Qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente ao serviço oficial de defesa agropecuária para que sejam adotadas as medidas de controle previstas nos protocolos sanitários.
Jornalismo Rádio Tapejara
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