Polícia Civil indicia falso médico por exercício ilegal da profissão e falsificação de documentos em Frederico Westphalen
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Polícia Civil indicia falso médico por exercício ilegal da profissão e falsificação de documentos em Frederico Westphalen

Investigação aponta que o suspeito prescrevia tratamentos e realizava procedimentos invasivos sem habilitação

Por Alessandra Staffortti
22/10/2026 09:36
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A 14ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (14ª DPRI) indiciou, nesta quarta-feira (21), um homem por exercício ilegal da medicina, lesão corporal e falsidade documental em Frederico Westphalen, no norte do Estado.

Conforme o inquérito policial, o suspeito se passava por médico sem possuir registro profissional. O suspeito atuava em uma clínica localizada no centro do município.

De acordo com o responsável pelo caso, delegado Jacson Boni, a investigação começou após o registro de ocorrências policiais, denúncias de profissionais de saúde e alertas de órgãos de fiscalização.

Durante a apuração, os agentes ouviram pacientes, funcionários, médicos e fiscais, além de cumprirem mandados de busca e apreensão para analisar documentos e dispositivos eletrônicos.

Prescrições falsas e agravamento de lesão

As diligências revelaram que o investigado realizava consultas, diagnósticos, solicitações de exames, prescrições e encaminhamentos — atos restritos a profissionais habilitados. Ele também usava indevidamente dados e nomes de médicos inscritos nos conselhos de classe.

Entre os casos apurados, um paciente relatou a piora de uma lesão na pele após aplicar um tratamento indicado pelo suspeito. A Polícia Civil também identificou a falsificação de requisições de exames, receituários, atestados e até de um laudo laboratorial, cuja instituição de origem negou a emissão.

Durante as buscas, os policiais apreenderam equipamentos eletrônicos, documentos e carimbos com nomes de médicos reais. A equipe também reuniu provas de que o investigado realizava procedimentos invasivos e coletava material biológico dentro de um ambiente clínico.

Proibição de atuar na saúde

A pedido da autoridade policial, o Poder Judiciário aplicou medidas cautelares para proteger a saúde pública. A Justiça proibiu o investigado de exercer qualquer atividade ligada à área da saúde enquanto o caso corre na esfera judicial.

A Polícia Civil remeteu o inquérito ao Ministério Público e ao Judiciário.

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Fonte:

GZH




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