Moradores da Terra Indígena do Ventarra, em Erebango, voltaram a relatar disparos de armas de fogo na madrugada desta terça-feira (20). Segundo as informações, os tiros começaram por volta das 4h e cessaram cerca de duas horas depois, às 6h. A Força Nacional monitora a área e, até o momento, não há informações sobre feridos.
O caso ocorre em meio a um histórico de conflitos armados que se estende desde 2025, envolvendo disputas internas pela liderança da comunidade e questões relacionadas à ocupação de áreas vizinhas à reserva. As ocorrências já resultaram em mortes, feridos, incêndios e operações policiais.
Um dos episódios mais graves aconteceu em março deste ano, quando um confronto terminou com a morte do cacique Sidnei da Silva. Na ocasião, também houve pessoas feridas e casas incendiadas. Em abril, uma mulher de 32 anos foi baleada durante outro tiroteio, pouco depois da saída de equipes da Força Nacional e da Polícia Federal do território.
Em maio, a Polícia Federal deflagrou uma operação para investigar crimes relacionados aos conflitos. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e realizadas prisões de suspeitos, incluindo lideranças de grupos rivais. Armas de fogo, munições e outros materiais foram apreendidos.
Outro episódio aconteceu em 22 de agosto, quando seis pessoas ficaram feridas em um ataque a tiros enquanto indígenas trabalhavam na limpeza do pátio de uma escola. Quatro vítimas estavam em estado grave e precisaram ser transferidas para atendimento hospitalar em Erechim. A Força Nacional estava no local no momento dos disparos.
Até o momento, não há informações detalhadas sobre as circunstâncias dos disparos desta madrugada.
Jornalismo Rádio Tapejara