Prefeito apresentou dados sobre perdas de água e prioridades para o abastecimento; relatos dos moradores serão encaminhados à diretoria da concessionária para solicitar providências
Os problemas recorrentes no abastecimento de água e no esgotamento sanitário de Tapejara serão reunidos em um documento oficial para cobrar esclarecimentos e providências da Corsan/Aegea. As demandas foram apresentadas durante audiência pública realizada na noite de quarta-feira, 7 de outubro, no Centro Cultural José Maria Vigo da Silveira, quando o prefeito Evanir Wolff (Big) expôs informações sobre a rede e destacou medidas necessárias para reduzir as interrupções no fornecimento.
O encontro foi promovido pela Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento Básico e da Fiscalização dos Serviços Prestados pela Corsan, da Câmara de Vereadores, com apoio da Presidência do Legislativo. Presidida pelo vereador Deberton Fracaro, a audiência reuniu autoridades municipais, representantes de entidades e moradores, que relataram situações envolvendo falta de água, baixa pressão, qualidade da água recebida, cobranças e problemas com o esgoto.
Conforme os dados da Corsan apresentados pelo prefeito, o município conta com 11 poços artesianos, com produção média conjunta de 92,7 litros por segundo, e aproximadamente 71 quilômetros de tubulações de água. Apesar dessa estrutura, as perdas na distribuição chegam a cerca de 53%. Segundo Big, o principal problema está no percurso entre a captação e os imóveis, onde vazamentos e limitações da infraestrutura comprometem o abastecimento.
O prefeito explicou que há vazamentos visíveis e outros que exigem equipamentos específicos para serem localizados. Também apontou a existência de tubulações antigas, a necessidade de ampliar as equipes de manutenção e as dificuldades da concessionária para identificar e solucionar falhas com rapidez. Para ele, essas condições exigem ações imediatas, além dos investimentos previstos para os próximos anos.
Entre as prioridades apresentadas estão a substituição de redes inadequadas, a localização e o conserto de vazamentos, o reforço das equipes e o uso de tecnologia para acompanhar o sistema. Big também cobrou maior agilidade na recomposição da pavimentação após intervenções da empresa e uma comunicação mais efetiva com os consumidores sobre interrupções, serviços em andamento e previsão de restabelecimento da água.
Ao contextualizar as cobranças, o prefeito relatou que, desde 2021, a administração municipal solicita melhorias à gerência e à superintendência da Corsan. Citou a substituição de tubulações no bairro São Paulo, intervenções na distribuição entre poços e reservatórios e a implantação de uma ligação de aproximadamente 700 metros até o reservatório próximo à Delegacia de Polícia. Ressaltou, entretanto, que as melhorias executadas ainda não foram suficientes para resolver as dificuldades enfrentadas pela população.
Big apresentou ainda informações sobre os compromissos previstos no termo aditivo da concessão. De acordo com os dados expostos, a Corsan/Aegea deverá investir R$ 83,8 milhões em Tapejara até o fim de 2033, visando ao atendimento das metas de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário. Também foram mencionadas metas de redução das perdas de água para, no máximo, 40% até dezembro de 2028 e 30% até dezembro de 2033.
Os questionamentos sobre a cobrança de esgoto também integraram o debate. O prefeito esclareceu que a Prefeitura não define quais famílias recebem essa cobrança e que cabe à concessionária explicar os critérios aplicados e responder às situações relatadas. Reforçou que a prestação dos serviços é responsabilidade da Corsan/Aegea e que o Executivo atua na cobrança por melhorias e pelo cumprimento das obrigações assumidas pela empresa.
O vice-prefeito Rodinei Bruel (Gipe) lembrou que as solicitações por melhorias no abastecimento vêm sendo apresentadas há vários anos e que as dificuldades persistem. Relatou contatos com representantes da concessionária para cobrar soluções, especialmente na região dos Altos do Funil, e afirmou que o Executivo acompanhará os encaminhamentos da Frente Parlamentar. Gipe defendeu a união entre os poderes públicos e a comunidade para exigir o cumprimento do contrato e um atendimento adequado à população.
O presidente da Câmara, vereador André Rodrigues da Silva (Dedé), destacou que o crescimento de Tapejara amplia a demanda pelos serviços e precisa ser acompanhado por investimentos na infraestrutura. Ressaltou que a audiência permite reunir as situações enfrentadas nos diferentes bairros e fortalecer a atuação conjunta do Legislativo e do Executivo na busca por soluções.
Durante os pronunciamentos, os vereadores Douglassi Negri, Ernani Nunes e Jairo Michelin abordaram os impactos da falta de água na rotina das famílias e das empresas, os questionamentos sobre as faturas e a necessidade de investimentos. Também defenderam a formalização dos relatos para fundamentar as cobranças à concessionária e os encaminhamentos aos órgãos competentes, em uma atuação que reúne diferentes partidos em torno das demandas da população.
Na condução da audiência, Deberton explicou que o registro das manifestações permitirá apresentar cada demanda à Corsan/Aegea e solicitar respostas específicas. Os moradores puderam se manifestar ao microfone ou entregar relatos por escrito à equipe do Legislativo. Após os pronunciamentos, o público apresentou problemas enfrentados em suas residências e estabelecimentos, além de dúvidas e sugestões sobre os serviços.
As informações serão consolidadas em um documento oficial à diretoria da concessionária. A Frente Parlamentar, que tem como vice-presidente o vereador Verani Bacchi e como relator o vereador Douglassi Negri, além dos integrantes Ernani Nunes e Jairo Michelin, acompanhará os encaminhamentos com o apoio do Executivo para cobrar providências e dar retorno à comunidade sobre as demandas apresentadas.
Fonte: ASCOM / Prefeitura de Tapejara
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