Confronto direto na parte de baixo da tabela pode dar confiança ao trabalho de Eduardo Baptista e melhorar o ambiente antes do Gre-Nal
Todos os jogos valem os mesmos três pontos, mas alguns ganham peso diferente de acordo com o momento de uma equipe e extrapolam o seu valor intrínseco. É assim que o Inter encara o confronto com o Corinthians, na próxima quarta-feira, no Beira-Rio. Internamente, a partida é considerada uma das mais importantes da reta final do Campeonato Brasileiro e da luta contra o rebaixamento.
Além de ser um confronto direto na parte de baixo da tabela, uma vitória teria efeito imediato no ambiente colorado. O resultado daria confiança para o trabalho de Eduardo Baptista, que fará sua estreia no comando da equipe, e poderia mudar a perspectiva do Inter para as nove rodadas restantes.
“Temos que ganhar de qualquer jeito. É um jogo fundamental para a gente, que pode alterar todo o nosso panorama no Brasileirão”, afirmou ao CP, ontem, um dirigente colorado, que prefere não se identificar.
O Corinthians chega ao confronto em queda. A equipe comandada por Fernando Diniz perdeu os seis últimos jogos que disputou pelo Brasileirão e, com a sequência negativa, passou a ficar ao alcance dos clubes que estão na zona de rebaixamento. O técnico, inclusive, quase foi demitido após a derrota para o Fluminense, em casa, por 3 a 1, na rodada passada.
Uma vitória colocaria o Inter com 31 pontos, apenas um atrás dos paulistas, trazendo-os para a briga perto do Z-4. Na rodada seguinte, o Corinthians ainda terá pela frente o Palmeiras, fora de casa, em um clássico que pode aumentar a pressão sobre a equipe.
O resultado no Beira-Rio também teria um significado especial pela proximidade do Gre-Nal. O clássico será disputado apenas três dias depois, na Arena. Chegar ao confronto com uma vitória na estreia de Eduardo Baptista, uma formação mais definida e maior confiança seria considerado um ganho importante para o Colorado.
Por isso, os três pontos são vistos como fundamentais para a largada do novo treinador. Ao mesmo tempo, a direção evita tratar publicamente o confronto como uma decisão. Há uma razão objetiva para isso: o resultado pode não ser o esperado. E caso não vença, o Inter terá outras nove rodadas para buscar a recuperação. A situação ficará mais difícil, com maior pressão e menor margem para erros, mas a equipe ainda terá condições de lutar.
Fonte: Correio do Povo
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