Decisão da Justiça Federal atende manifestação do MPF e mantém prisão do soldado Daniel, enquanto defesa anuncia que recorrerá às instâncias superiores
A Justiça Federal manteve a prisão preventiva do soldado Daniel, acusado de matar a tiros o delegado da Polícia Federal Michel Brasil Saliba, durante uma operação de busca e apreensão realizada no dia 3 de julho, em Passo Fundo.
A decisão acolheu manifestação apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) nesta terça-feira (21). A defesa havia pedido a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas ou, de forma alternativa, a prisão domiciliar.
O MPF se manifestou contrário aos pedidos e destacou o risco de uma eventual soltura. Conforme a manifestação, o acusado teria recebido os policiais federais a tiros durante o cumprimento do mandado e, em liberdade, poderia agir com violência contra pessoas responsáveis por fiscalizar eventuais medidas cautelares ou cumprir novas diligências judiciais.
O Ministério Público Federal defendeu a manutenção da prisão preventiva como forma de garantir a ordem pública, assegurar a instrução processual penal e a aplicação da lei. Para o órgão, a liberdade do acusado representa perigo e, por isso, ele deverá permanecer preso durante o andamento do processo.
Em nota, o advogado de defesa, Dr. José Paulo Schneider, afirmou que recebeu com serenidade a decisão, mas mantém o entendimento de que Daniel poderia responder ao processo em liberdade. Os advogados destacaram que o soldado é primário, possui bons antecedentes e registra 37 elogios em sua ficha funcional na Brigada Militar.
A defesa também citou o histórico profissional do militar e afirmou que ele sempre demonstrou interesse pelo serviço, entusiasmo e amor pela profissão, além de atuação proativa, técnica e corajosa. Os advogados ressaltaram ainda que a mãe de Daniel está em tratamento contra o câncer e necessita de cuidados especiais.
Segundo a defesa, os fatos investigados são graves e sensíveis, mas representam um episódio isolado na vida do militar. Os advogados consideram a prisão uma medida excessiva e afirmam que a ordem pública poderia ser garantida por medidas cautelares alternativas.
Ao final, a defesa informou que continuará buscando a liberdade de Daniel junto às instâncias superiores.
Fonte: Rádio Uirapuru
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