Argentina e Inglaterra definem o adversário da Espanha na final da Copa do Mundo
ESPORTES
82

Argentina e Inglaterra definem o adversário da Espanha na final da Copa do Mundo

Clássico entre sul-americanos e europeus nesta quarta-feira, em Atlanta, mostrará também qual será o cenário do último jogo de Messi em Copas. Saiba onde assistir a partida

Por José Augusto Piroli da Silva
15/07/2026 11:49
Compartilhar
        


Um finalista está decidido. É a Espanha. O outro será conhecido hoje, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, entre Argentina e Inglaterra. Além da rivalidade histórica entre os dois países e a preocupação dos policiais norte-americanos com a segurança dentro e fora do estádio, há um ingrediente particular no confronto. Ele irá indicar como será realmente o cenário da última cena de Messi numa Copa do Mundo. Globo, SBT, Sportv, N Sports e Cazé TV transmitem ao vivo o duelo.

Ao contrário do que ocorreu contra Cabo Verde, Egito e Suíça, desta vez Messi não irá arrumar seus pertences antes do jogo na incerteza de que, após o banho no vestiário, tomará o rumo do aeroporto ou da concentração. Como os eliminados das semifinais permanecem com um compromisso, o incerto é a dimensão do que será definitivamente o último jogo em um Mundial de um dos maiores jogadores de todos os tempos. Será uma final histórica contra o país que o acolheu ou um terceiro lugar melancólico, mas valorizado pela sua presença, no sábado.

Dos 36 anos que antecederam o fim do jejum argentino no Catar, o camisa 10 sentiu na pele, no mínimo, uns 15 deles. Desde que estreou na Copa de 2006 (inclusive marcando um gol diante de Sérvia e Montenegro), Messi herdou pesos abstratos e concretos. À medida que sua genialidade saltou aos olhos do planeta, ele 'furou' a fila de Di Stéfano para ser comparado a Maradona no local onde nasceu. Porém, a infância na Espanha e o futebol contrastante do Barcelona com o da seleção motivaram o povo argentino a lhe torcer o nariz.

A carga chegou ao limite a ponto de anunciar que nunca mais vestiria a camisa Albiceleste. Por sorte dos hermanos e das Copas, ele mudou de ideia, conduziu o Tri em 2002 e, para a sorte dos amantes do futebol, faz de sua sexta participação uma despedida talvez em sua melhor performance devolvendo ao público muito mais do que dele se esperava. Ou seja, um artista na plena consciência de que o talento sem plateia é inócuo.

Messi, de 39 anos, era uma criança quando Maradona se vingou contra os ingleses algozes na Guerra das Malvinas. Se chegar à terceira final de Copas da carreira, o craque seguirá em busca de novos recordes, todos eles pessoais e, portanto, menos importantes para quem ajudou a reaproximar essa geração de seu povo: "Obviamente, tudo o que vi e lembro de 1986 vem de vídeos e imagens que os argentinos assistem e revivem constantemente, mas acho que este grupo está acostumado a jogar partidas de futebol independentemente do adversário. Vamos tentar chegar na melhor forma possível para competir", diz o camisa 10.

Competir é justamente um verbo que os ingleses passaram a conjugar mais frequentemente desde a chegada de Thomas Tuchel. Com o técnico alemão, o time mostrou um comportamento até então raro nas campanhas invariavelmente frustrantes na história britânica, à exceção do título de 1966, em casa. Tuchel apostou alto ao não convocar nomes de peso do English Team como Phil Foden, Cole Palmer, Harry Maguire e Alexander-Arnold. O fato é que sem eles, a Inglaterra deu mostras de maturidade respondendo às expectativas para que chegasse onde chegou, entre as quatro melhores. Nos mata-mata, a principal estrela da equipe passou a ter uma enorme ajuda.

Jude Bellingham, em sua primeira Copa, tem sido decisivo como o experiente Harry Kane. Ajudou na virada contra Congo e foi o destaque nas classificações diante de México e Noruega, quando alcançou os mesmos seis gols do capitão. Com a mesma 10 de Messi ele pode ser para o companheiro o que Di Maria foi para o argentino no Catar. Em um aspecto, independentemente do resultado final, os ingleses já atingiram o que o título do rival de hoje materializou. Para ser campeão, é preciso comprometimento sem vaidades. "Sabemos o que temo e da união que existe. Todos nós exigimos o melhor uns dos outros e motivamos uns aos outros. O jogo é contra a Argentina, não contra Lionel Messi" garante Kane.

Fonte: Correio do Povo




Notícias Relacionadas