O Rio Grande do Sul registrou um crescimento expressivo na contratação de trabalhadores imigrantes nos últimos anos. Dados da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS), com base em informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Caged, apontam que o Estado encerrou 2025 com 53.384 imigrantes ocupando vagas formais de trabalho, mais que o dobro dos cerca de 26 mil vínculos registrados em 2022.
Entre os municípios gaúchos, Passo Fundo aparece na quarta colocação em número de trabalhadores estrangeiros empregados formalmente. A estimativa é de que a cidade tenha alcançado 3.200 postos de trabalho ocupados por imigrantes ao final de 2025, representando cerca de 6% do total estadual.
O levantamento mostra ainda a forte presença da Macrorregião Norte entre os municípios que mais empregam imigrantes. Além de Passo Fundo, cidades como Erechim, Marau, Tapejara e Santa Rosa figuram entre as 20 primeiras colocadas no ranking estadual.
Um dos destaques do levantamento é o município de Tapejara. Com pouco mais de 24 mil habitantes, a cidade aparece na sexta colocação entre os municípios gaúchos com maior número de imigrantes empregados formalmente, somando 1.560 trabalhadores estrangeiros, à frente de centros urbanos muito maiores. O desempenho é explicado principalmente pela força do setor industrial, especialmente das agroindústrias e empresas ligadas à cadeia de alimentos, que enfrentam dificuldades para preencher vagas e têm encontrado na mão de obra imigrante uma alternativa importante para sustentar o crescimento econômico local.
Segundo a FGTAS, a maioria dos imigrantes que chegam ao Rio Grande do Sul é formada por venezuelanos que ingressam no Brasil pela Região Norte e encontram no Estado oportunidades de trabalho e melhores condições de vida. O crescimento da presença desses trabalhadores tem sido mais intenso no interior gaúcho do que na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Caxias do Sul lidera o ranking estadual, com 8.573 trabalhadores imigrantes empregados formalmente, seguida por Porto Alegre, com 4.717. Passo Fundo ocupa a quarta posição, atrás apenas de Erechim, que registra 3.349 vínculos.
O avanço da contratação de imigrantes demonstra a importância desse público para diversos setores da economia gaúcha, especialmente em um cenário de escassez de mão de obra enfrentado por empresas em diferentes regiões do Estado.
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Fonte:
Grupo Planalto de Comunicação
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