Duelo contra os africanos, às 19h, promete ser o mais complicado da primeira fase
O mundo era muito diferente quando o Brasil foi campeão mundial pela última vez, em 2002. Os celulares, por exemplo, já existiam, mas eles serviam basicamente – acredite – para fazer ligações. As relações eram mais reais e menos virtuais. E o futebol brasileiro dominava o planeta. Que outra nação poderia ganhar uma Copa do Mundo com um ataque do naipe de Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo?
Só que o tempo passou e muita coisa mudou. Inclusive o domínio verde e amarelo em campo. Mas se há uma camisa pesada no cenário mundial, é a nossa. Por isso, quando o árbitro apitar o início de jogo de Brasil x Marrocos, neste sábado, às 19h, ninguém duvida que este pode ser o primeiro passo de uma caminhada que vai terminar com o hexacampeonato.
Ciclo não foi tranquilo
O ciclo até o jogo deste final de semana, em Nova Jersey (EUA), não foi exatamente tranquilo. No total, a Seleção Brasileira teve três treinadores antes que o italiano Carlo Ancelotti assumisse o comando da casamata, há pouco mais de um ano. Como se não fosse o bastante, o técnico teve desfalques importantes às vésperas da Copa: Éder Militão, Rodrygo, Estêvão, Wesley... Ainda assim, o time que enfrenta o Marrocos está longe de ser mediano, muito pelo contrário. “O Brasil é uma equipe que pode competir com todos. Acho que vai ser uma Copa muito equilibrada, em que muitas equipes têm a possibilidade de competir até o final”, prevê Ancelotti.
Jogo pode definir liderança no final
Em um grupo que também tem Haiti e Escócia, o duelo com o Marrocos promete ser o mais complicado de todos. Para além da tensão da estreia, do outro lado há um time qualificado e que recentemente conquistou o título da Copa Africana das Nações – foi uma decisão dos tribunais, mas enfim, é um time muito respeitável.
A vaga na segunda fase não deve ser um problema, mas uma vitória neste sábado, mais do que isso, encaminha a classificação como líder do Grupo C. Assim, se não houver zebras em nenhum lado, evita-se, por exemplo, um confronto com a Holanda logo no primeiro duelo eliminatório.
"Nasci preparado”
Seja como for, uma coisa é certa. Se o Brasil tem alguma preocupação com o Marrocos, os marroquinos estão muito mais preocupados com a Seleção Brasileira. “Eu sempre falo que eu nasci preparado. Sempre tive muitas dificuldades em tudo na minha vida e poder chegar aqui para representar meu país e minha família na competição mais importante do mundo não tem o que reclamar, só agradecer. Agora nos resta fazer uma excelente competição que pode mudar a história de cada um dentro do nosso país”, diz o atacante Vini Júnior.
BRASIL
Alisson, Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Alex Sandro; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá; Raphinha, Vini Jr. e Matheus Cunha. Técnico: Carlo Ancelotti.
MARROCOS
Bounou, Hakimi, Diop, Riad e Mazraoui; El Aynaoui, Bouaddi e Ounahi; Brahim Diaz, El Kaabi e Saibari. Técnico: Mohamed Ouhabi.
ÁRBITRO: Slavko Vincic (Eslovênia).
LOCAL: Estádio MetLife, em Nova Jersey (EUA).
HORÁRIO: 19h (de Brasília).
Fonte: Correio do Povo
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