PF monta base para atuar exclusivamente em áreas indígenas do Rio Grande do Sul
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PF monta base para atuar exclusivamente em áreas indígenas do Rio Grande do Sul

Equipe especial será dedicada a prevenir e investigar conflitos que já deixaram dezenas de mortos nos últimos anos

Por Alessandra Staffortti
27/04/2026 10:09
Atualizado: 27/04/2026 10:09
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A Polícia Federal prepara uma equipe especial que se dedicará com exclusividade à questão indígena no Rio Grande do Sul. A base será montada junto à Delegacia de Passo Fundo, mas terá dedicação específica para esse tema.

Conforme o delegado Mauro Lima Silveira, chefe da Delegacia Regional de Polícia Judiciária da PF no Rio Grande do Sul, o efetivo será formado sobretudo por agentes vindos de outras partes do país. Isso porque a base será definida pela Diretoria da Amazônia da PF, que engloba os crimes contra comunidades indígenas. A diretriz veio de Brasília e o custeio contará com ajuda da direção nacional. Os gastos são sobretudo com diárias dos policiais.

O momento atual é de montagem da equipe. A escolha vai priorizar agentes que já têm experiência no assunto, mesclados com outros. Eles terão a missão de buscar interlocução com outros órgãos federais, como a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). E, além disso, com as comunidades caingangue e guarani, preponderantes em território gaúcho. Para isso, terão de se fazer conhecidos pelas lideranças indígenas.

— Vamos tentar, mais do que investigar, antecipar as possibilidades de conflito. E evitá-los — resume Silveira.

A opção foi por Passo Fundo porque é a região com mais conflitos e com mais reservas indígenas. O delegado responsável deve ser escolhido nos próximos meses e a base estará pronta, provavelmente, antes do final do ano.

É mais do que saudável a criação da base, é necessária. Nos últimos anos foram registrados conflitos em terras indígenas como Ventarra (em Erebango, com três mortos e vários feridos), Nonoai (dois mortos e três dezenas de casas incendiadas), Serrinha (Ronda Alta, com dois mortos e vários veículos e casas incendiados)) e Carreteiro (Água Santa, um morto e arsenais apreendidos).

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Fonte: GZH




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