Cristian Schneider da Silva e Marcos Luiz Saccon Machado completaram o percurso em 25h59min, com largada e chegada em Não-Me-Toque
Os ciclistas tapejarenses Cristian Schneider da Silva e Marcos Luiz Saccon Machado participaram, no último sábado (11), do desafio Audax 400 km, com largada e chegada no município de Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. A prova exige que os atletas completem o trajeto dentro do tempo limite de 27 horas para homologação.
A dupla iniciou o percurso às 7h15 e concluiu a prova em 25 horas e 59 minutos, garantindo a validação do resultado. O trajeto incluiu as cidades de Não-Me-Toque, passando por Carazinho, Sarandi, Barra Funda, Novo Barreiro, Palmeira das Missões, Rondinha, Ronda Alta, Pontão, Passo Fundo, Ernestina, Tio Hugo, Victor Graeff, Tapera, Selbach, Espumoso e Lagoa dos Três Cantos, antes de retornar ao ponto de largada, em Não-Me-Toque.
Durante o percurso, os atletas enfrentaram condições adversas, principalmente nos quilômetros finais. Segundo Cristian, os últimos 120 km foram marcados por chuva intensa e vento forte durante a madrugada de domingo.
“No último final de semana, concluí o desafio do Audax 400 km, com largada e chegada em Não-Me-Toque. Eu e meu parceiro de pedal, Marcos Machado, partimos no sábado às 7h15 com a missão de finalizar o percurso em até 27 horas para garantir a homologação para o próximo desafio. Fechamos a prova em 25 horas e 59 minutos. Enquanto eu não tive problemas mecânicos, o Marcos teve que superar vários pneus furados e outros imprevistos com a bike. Para testar ainda mais nosso psicológico, os últimos 120 km foram de muita chuva e vento forte na madrugada de domingo. Mas o saldo é positivo: apesar de cansativo e dolorido, tudo foi muito divertido!” , relatou Cristian.
Marcos também destacou as dificuldades enfrentadas ao longo do percurso, especialmente com problemas mecânicos recorrentes. Ele chegou a registrar diversos furos de pneu e situações de risco na estrada.
“Com certeza esse de longe foi o maior desafio, tanto em distância quanto em perrengues. Tentei fazer o melhor que podia nas condições que tinha no momento. Não foi fácil, porém sabia que era possível continuar se tivesse mantimentos para substituir. Fisicamente estive acima do esperado e incrivelmente bem em todo o percurso” , afirmou.
Um dos momentos mais críticos ocorreu após um impacto em um buraco na pista, que resultou em novos danos à bicicleta e quase provocou um acidente com um veículo.
“Em um buraco grande na pista, um grande susto. Mais dois pneus furaram e paramos para trocar. Minutos depois, um carro que caiu também no mesmo buraco veio desgovernado e quase nos atropelou. Sorte que conseguimos ir mais ao acostamento” , relatou.
Durante a prova, Marcos também prestou auxílio a outro participante que não tinha condições de continuar, aguardando o resgate antes de seguir sozinho. Na sequência, enfrentou novos problemas mecânicos, chegando ao sétimo furo de pneu.
Mesmo diante das dificuldades, ele destacou o apoio recebido ao longo do trajeto.
“Pouco tempo depois de recomeçar, mais um pneu furado. Aí uma grande surpresa: o ‘paizão lá de cima’ enviou três anjos para ajudar — Louise Girotto, José Escobar (Chico) e Edina Pereira, grandes amigos que chegaram no momento certo” , destacou.
Nos quilômetros finais, já próximo da chegada, Marcos ainda enfrentou novos contratempos, mas optou por seguir sem realizar mais reparos.
“Faltando cerca de 1,5 km, o pneu dianteiro perdeu ar e decidi continuar sem fazer o reparo. Finalmente cruzei a chegada com a certeza de que não venci sozinho, mas com a soma de pessoas especiais. Mesmo sendo o último, o objetivo foi alcançado” , concluiu.
Os atletas também ressaltaram a importância do apoio recebido de familiares, amigos e da comunidade ciclística, além dos treinos realizados em conjunto.
O Audax é uma modalidade de ciclismo de longa distância, também conhecida como randonneur, em que os participantes precisam completar percursos pré-determinados dentro de um tempo limite, sem caráter competitivo direto. O objetivo principal não é chegar primeiro, mas concluir o trajeto respeitando os prazos e regras estabelecidas pela organização.
As provas têm distâncias padronizadas, como 200, 300, 400 e 600 quilômetros, e exigem autonomia dos ciclistas, que devem gerenciar alimentação, descanso e eventuais problemas mecânicos ao longo do percurso. Ao completar o desafio dentro do tempo, o atleta tem seu resultado homologado, podendo avançar para distâncias maiores.
Jornalismo Esportivo Rádio Tapejara
Fotos: Associação Ciclismo Tapejara / Divulgação
63.305.009 de acessos desde 2009
Direitos Reservados. Desenvolvido por Impar Agencia Web.