O episódio envolvendo a dívida com o Krasnodar, da Rússia, que mantinha o Inter punido com um transfer ban da Fifa até a noite desta quinta-feira, é um símbolo da delicada situação financeira enfrentada pelo clube. O cenário é marcado por dificuldades de caixa, agravadas pela frustração de receitas importantes, especialmente ligadas ao patrocinador máster da camiseta e à redução no quadro social.
O balanço financeiro da última temporada ainda não foi concluído. Atualmente, os auditores independentes finalizam a análise dos números, que posteriormente serão encaminhados ao Conselho Fiscal. Depois, até o final de abril, os dados devem ser apreciados pelos conselheiros. Embora exista a expectativa de um pequeno superávit em 2025, a realidade do fluxo de caixa segue sendo motivo de preocupação nos bastidores.
A questão envolvendo o patrocinador principal da camisa ilustra bem o momento vivido. O antigo parceiro, cujo contrato foi rescindido em janeiro por inadimplência, representava uma receita anual próxima de R$ 50 milhões. Os repasses mensais eram fundamentais para a manutenção do equilíbrio financeiro, especialmente no cumprimento de compromissos recorrentes, como o pagamento de salários e fornecedores.
Diante desse contexto, a prioridade da direção tem sido manter em dia os salários de jogadores e funcionários. Ainda assim, há pendências: atualmente, o clube registra um mês de atraso nos direitos de imagem, que é uma parcela relevante da remuneração do elenco. A pendência não chega a ser novidade, mas é mais um sinal das dificuldades.
Como alternativa para amenizar a pressão no caixa, o Inter negocia com uma nova empresa “tiqueteira”, que pode aportar recursos significativos no caixa. As tratativas estão em andamento, mas ainda não foram concluídas. A expectativa é de que o desfecho positivo ajude a dar fôlego financeiro ao clube em um momento considerado extremamente delicado.
Fonte: Correio do Povo