Núcleo de Controle da Raiva emite comunicado e recomenda vacinação imediata de rebanhos na região
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Núcleo de Controle da Raiva emite comunicado e recomenda vacinação imediata de rebanhos na região

Veterinário da Secretaria da Agricultura alerta para a gravidade da zoonose e pede que produtores realizem inspeção frequente nos animais

Por Belchyor Teston
18/03/2026 14:00
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O Núcleo de Controle da Raiva do Rio Grande do Sul emitiu um comunicado oficial, nesta terça-feira (17), reforçando o alerta sanitário para toda a região de Sananduva em virtude de um foco de raiva herbívora no município. A medida ocorre após a confirmação laboratorial da doença em um bovino, na comunidade de Três Pinheiros, em meados de fevereiro.

Conforme o médico veterinário André Luis Trierweiler, da Secretaria da Agricultura do Estado, o diagnóstico positivo acionou protocolos rigorosos de contenção, uma vez que a enfermidade é uma zoonose que pode atingir seres humanos. "Raiva é uma doença que atinge todo e qualquer mamífero. É uma doença grave, fatal, não há tratamento, não há cura", adverte Trierweiler.

No caso em questão, o bovino acometido pela raiva apresentou sintomas compatíveis com a doença, teve a suspeita apurada pela Inspetoria Veterinária e, após a morte, teve material do sistema nervoso central encaminhado para exame laboratorial, com resultado positivo. Segundo o especialista, no ciclo rural o vírus é transmitido pelo morcego hematófago, que infecta os animais pela saliva. “O morcego doente morre em poucos dias, mas, nesse intervalo, dissemina o vírus rapidamente. Ele pode repassar o vírus para outros indivíduos de sua colônia e para morcegos de outras colônias da microrregião".

As ações de bloqueio foram divididas em raios de atuação. Em um perímetro de 5 quilômetros do foco, a Inspetoria Veterinária realiza visitas e busca ativa por animais agredidos ou com sintomas. Em um raio de 12 quilômetros, o trabalho concentra-se no controle populacional do vetor em seus refúgios. Já em uma área mais ampla, que abrange municípios como Tapejara e Ibiaçá, a orientação principal é a vacinação imediata de bovinos, equinos e ovinos para evitar a propagação do vírus.

Conforme o profissional, o animal é considerado protegido após receber a primeira dose e um reforço obrigatório em 21 dias. O veterinário ressalta que a vacina deve ser adquirida apenas em casas agropecuárias habilitadas e que o reforço anual é indispensável para manter a imunidade do rebanho. “Sem esse esquema completo, o animal não possui anticorpos suficientes para resistir a uma eventual inoculação do vírus presente na saliva de um morcego doente”, afirma.

Trierweiler ainda destacou a necessidade de colaboração e atenção dos produtores. "Fica o reforço do alerta e que o produtor cumpra com as suas atribuições, realize a investigação e a inspeção diária dos seus animais minuciosamente", concluiu.

Jornalismo Rádio Tapejara




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