Fabinho projeta ano do Inter sem sobressaltos. E só
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Fabinho projeta ano do Inter sem sobressaltos. E só

Diretor executivo apresentou planos do futebol para 2026 em reunião no Conselho Deliberativo do Inter, realizada na segunda-feira

Por José Augusto Pirolli da Silva
04/03/2026 12:10
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A participação do diretor executivo Fabinho Soldado acabou se tornando um dos pontos altos (ou, ao menos, mais reveladores) da reunião do Conselho Deliberativo do Inter, realizada na noite de segunda-feira. Diante dos conselheiros, ele apresentou os planos do futebol colorado para 2026. Não houve promessas grandiosas, metas ousadas ou qualquer aceno a voos mais altos. Ao contrário: o roteiro apresentado foi de prudência quase pedagógica.

Alinhado ao discurso já adotado pelo presidente Alessandro Barcellos e pelo técnico Paulo Pezzolano, o dirigente tratou de ajustar as expectativas. No Campeonato Brasileiro, a ambição é moderada: realizar uma campanha tranquila, de meio de tabela, sem sobressaltos. A meta é terminar, no mínimo, na 10ª colocação. Ou seja, sem brigar na parte de cima da tabela, mas também longe do drama na zona inferior.

O detalhe é que o time ainda não venceu na competição. Após quatro rodadas, soma apenas dois pontos e está mergulhado no Z-4. Se a ideia é navegar em águas calmas, será preciso acelerar com urgência, já na partida contra o Atlético Mineiro, quarta-feira da próxima semana, em Belo Horizonte.

Sobre o Gre-Nal do último domingo, derrota por 3 a 0 na Arena, Fabinho afirmou que o resultado não estava nos planos. Assim como nas entrevistas de pós-jogo, ainda na Arena, a explicação apresentada passou, em grande parte, pela arbitragem, considerada determinante para o desfecho do clássico.

No campo das contratações, também não houve promessas de impacto. Pelo contrário. Fabinho destacou as dificuldades enfrentadas para viabilizar os seis reforços já anunciados, em negociações classificadas como complexas e, na maioria dos casos, sem pagamento à vista. O cenário financeiro impôs criatividade e parcelamentos.

A possibilidade de novos nomes chegarem neste início de temporada é considerada pequena. Embora a janela internacional tenha se encerrado oficialmente ontem, restando apenas a alternativa de atletas que disputaram campeonatos estaduais no Brasil, o discurso foi de cautela. A ideia passada aos conselheiros é de que a chance de reforços adicionais, por ora, é pequena.

A direção também apresentou as metas orçamentárias do futebol para 2026. No Gauchão, o planejamento previa o título, objetivo que já encontra obstáculos consideráveis. Na Copa do Brasil, o objetivo mínimo é alcançar as quartas de final. No Brasileirão, a projeção aponta para a 10ª colocação.

Essas metas esportivas estão diretamente ligadas às projeções financeiras. O desempenho nas competições é peça-chave para sustentar a arrecadação prevista no orçamento. Enfim, entre prudência e realismo, o Inter desenha um 2026 sem promessas de ostentação. A estratégia é sobreviver com estabilidade.

Fonte: Correio do Povo




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