Duelo acontece na próxima quarta-feira
"Quando eu joguei lá chegava a ter 200, 300 pessoas vendo treino. Eles são loucos e apaixonados pelo time". Dessa maneira, Luiz Carlos Goiano lembra a passagem pelo Remo, em 1994, ano em que o clube paraense jogou pela última vez a Série A do Brasileirão. Como não venceu nas três primeiras rodadas do campeonato, assim como seu adversário, o jogo contra o Inter na quarta-feira tem também esse ingrediente. A última vitória na elite do futebol nacional passa de três décadas.Foi em 27 de novembro pela repescagem de um Campeonato Brasileiro bem diferente do consolidado modelo de pontos corridos. Os 24 clubes foram divididos em quatro grupos com seis equipes cada. O Inter ficou em 4º lugar no D e terminou a competição na modesta 10ª colocação geral. O Remo ficou em 5º no C e disputou um novo torneio para tentar escapar do rebaixamento.
"Lembro muito disso. Eu fui para essa repescagem e foi duro. Acabamos rebaixados, mas a torcida fez uma campanha para eu e o Clemer ficarmos", conta o ex-volante Goiano, que no ano seguinte veio ao Sul para jogar no Grêmio. A vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, com um gol de Cuca, não evitou a queda do Remo.
De lá para cá, o clube que divide o fanatismo da torcida paraense com o Paysandu, viveu 31 anos difíceis longe da elite do futebol brasileiro. Entre 1995 e 2023 passou pelas Séries B, C e D e chegou a ficar sem calendário nacional em 2009 e 2011. Em 2015 subiu da D para a C, em 2024 chegou na B e finalmente no ano passado voltou para a primeira divisão.
A primeira partida em casa no retorno foi contra o Mirassol pela segunda rodada. O segundo jogo à frente do torcedor, portanto, será agora contra o Inter. Se em 1994, o Mangueirão recebeu míseros 1447 espectadores, a expectativa é por mais dos 21 mil presentes na estreia em casa. Cenário bem diferente de tempos atrás.
"Hoje o Mangueirão é outro. É um tapete. Jogamos no ano passado contra eles e está um espetáculo", garante Goiano, hoje dirigente do Novorizontino, destaque do Paulistão. Acostumado a 'correr como um condenado' como ele mesmo diz, o ex-jogador ressalta o cuidado do Inter com o clima, principalmente se chover e com a humidade na cidade.
Fonte: Correio do Povo
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