A derrota para o São Paulo trouxe à tona um velho problema que atormenta o Grêmio há pelo menos três temporadas e parece nunca ter sido resolvido. Mudaram os treinadores e os jogadores, mas o Tricolor segue sofrendo bastante defensivamente, com os adversários quase sempre conseguindo finalizar com facilidade.
“Estamos muito instáveis no bloco mais baixo. Quando recuamos, temos dificuldade. O melhor aliado que tenho é o trabalho. Acredito nisto. Iremos fazer coisas muito boas no Grêmio. Hoje (quarta-feira), é um dia muito duro. A expulsão muito cedo não nos deixou reagir no segundo tempo. O São Paulo mereceu a vitória nos dois tempos. O placar ficou até pequeno”, analisou Luís Castro.
O número de gols sofridos contra rivais da Série A corrobora essa preocupação no início de trabalho do treinador português. Somando o clássico Gre-Nal, válido pelo Gauchão, e as três rodadas do Brasileirão, contra Fluminense, Botafogo e São Paulo, o Grêmio foi vazado em 11 oportunidades. Ou seja, o Tricolor tem média de 2,75 gols sofridos por partida. “Quando entramos em bloco (defensivo), temos dificuldade. Uma descoordenação que tem sido muito impiedosa. Estamos descoordenados defensivamente. É um problema que temos”, lamentou Castro.
O comandante gremista, aliás, assumiu toda a responsabilidade pelo resultado negativo no Morumbis. Segundo ele, a estratégia escolhida para a partida foi equivocada, não funcionando a variação tática pensada para ser executada no jogo. “Um jogo mal feito. Aliás, um jogo não feito da nossa parte. Assumo por completo a responsabilidade da estratégia para o jogo. Como eles jogam com dois centroavantes, tínhamos como objetivo juntar o Noriega aos centrais nesse momento em que o São Paulo estava no seu momento ofensivo”, explicou.
Após a folga desta quinta-feira, o grupo de jogadores volta aos trabalhos nesta sexta-feira pela manhã, no CT Presidente Luiz Carvalho. Luís Castro terá dois treinos para definir o time que enfrenta o Juventude, no domingo, na Arena.
Fonte: Correio do Povo