Maduro enfrentou crescente oposição interna e condenação internacional, especialmente após sua reeleição em 2018, considerada fraudulenta por diversos países
O ditador e ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado por forças norte-americanas em Caracas, encerrando um governo de mais de uma década marcado por crise econômica, inflação extrema e repressão política. No poder desde 2013, ao ser elevado ao cargo como sucessor de Hugo Chávez, Maduro enfrentou crescente oposição interna e condenação internacional, especialmente após sua reeleição em 2018, considerada fraudulenta por diversos países. Apesar de perder as eleições de 2024, recusou-se a deixar o cargo, o que resultou em isolamento diplomático e aumento das tensões no país.
A operação militar, chamada "Resolução Absoluta", contou com bombardeios em áreas estratégicas da capital e terminou com a detenção de Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram transferidos para Nova York, onde Maduro enfrentará acusações de narcoterrorismo. O governo dos Estados Unidos anunciou que assumirá temporariamente a administração do país, utilizando os recursos petrolíferos venezuelanos para financiar operações e reconstruir a economia local.
A captura despertou reações diversas ao redor do mundo. Rússia e China, aliadas de Maduro, condenaram a ação, alegando violação à soberania da Venezuela, enquanto a União Europeia e a ONU pediram moderação para evitar conflitos regionais. Na América Latina, países como Brasil e México demonstraram preocupação com os impactos políticos e diplomáticos da intervenção.
Dentro da Venezuela, a população comemorou o fim de um governo associado ao colapso econômico. Nas ruas de Caracas, houve celebrações promovidas por grupos oposicionistas.
Acusações
Nicolás Maduro enfrenta graves acusações nos Estados Unidos, incluindo narcoterrorismo, conspiração para tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, Maduro liderava o "Cartel de los Soles", uma organização composta por militares venezuelanos, que, em parceria com as FARC, facilitava o envio de grandes quantidades de cocaína para os EUA. Ele é acusado de fornecer armas às FARC em troca de proteção ao tráfico e permitir que o grupo treinasse milícias na Venezuela.
As denúncias incluem o uso de instituições públicas para apoiar as operações do cartel e financiar atividades ilícitas. Em 2020, os EUA ofereceram uma recompensa de 15 milhões de dólares, aumentada depois para 50 milhões, por sua captura. Com a detenção de Maduro em 2026, ele será levado a julgamento em Nova York, onde enfrentará as acusações de narcoterrorismo e envolvimento em operações criminosas transnacionais.
Jornalismo Rádio Tapejara
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