Vencedor de quatro estatuetas do Oscar, incluindo a cobiçada categoria de Melhor Filme, algo inédito para uma obra em língua estrangeira, ainda mais em coreano, Parasita (2019) fez história ao expor, sem pudor, os dois lados de algo que a maioria prefere esconder.
O que conecta uma família pobre da periferia a uma de classe alta? Se o diabo mora nos detalhes, o longa é um inferno minuciosamente construído. Repare nas escadas que marcam, fisicamente, a distância entre os mundos. Note como a comida é exibida nos dois mundos, ou como a mesma chuva que soa refrescante em um lar, destrói o outro. Parasita é mais do que um filme. É um espelho dos excessos das desigualdades.