Ocorrências foram relatadas na manhã dessa quinta-feira, em meio à disputa entre grupos rivais pela liderança do cacicado
A Terra Indígena do Ventarra, localizada no município de Erebango, teve mais um episódio de violência na manhã dessa quinta-feira (05). Moradores relataram que uma residência foi incendiada e que novos disparos de arma de fogo foram ouvidos na comunidade.
Conforme as informações, uma mulher indígena grávida precisou deixar o imóvel durante o tiroteio. Também há relatos sobre a presença de homens armados na reserva.
Moradores apontam que os episódios estariam relacionados à disputa entre grupos rivais pela liderança do cacicado. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a autoria do incêndio e dos disparos desta quinta-feira, nem informações sobre possíveis feridos.
A nova ocorrência se soma a outros episódios registrados nos últimos dias. No sábado (31), moradores relataram disparos de arma de fogo por volta das 20h. Um dia antes, na sexta-feira (30), um homem de 50 anos foi atingido nas costas e uma mulher de 84 anos sofreu um ferimento de raspão no joelho. Segundo a Brigada Militar, a suspeita é de que os disparos estejam relacionados à disputa pela liderança da comunidade.
Na segunda-feira anterior, dia 26, uma jovem indígena de 21 anos também foi baleada nas costas, em uma via de acesso à reserva, próximo à ERS-135. Em relato à Brigada Militar, ela afirmou ter reconhecido como integrantes de um grupo rival os ocupantes de um veículo que interceptou o carro em que estava com o companheiro.
Histórico de conflitos
A Terra Indígena do Ventarra registra episódios de violência desde 2025, em meio a disputas internas pela liderança do cacicado. Em março deste ano, um confronto armado terminou com a morte do cacique Sidnei da Silva, além de pessoas feridas e imóveis incendiados. Em abril, uma mulher de 32 anos foi baleada em outro episódio.
Em maio, a Polícia Federal realizou uma operação para investigar crimes relacionados aos conflitos, com cumprimento de mandados de busca e apreensão, prisões e apreensão de armas e munições.
Em agosto, seis pessoas ficaram feridas em um ataque a tiros enquanto indígenas trabalhavam na limpeza do pátio de uma escola da comunidade. A Força Nacional estava na reserva no momento do ataque.
A Polícia Federal segue investigando os casos.
Jornalismo Rádio Tapejara
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