Na Quinta do Amarante, município vizinho de Tapejara, prática transmitida entre gerações mantém conhecimentos populares e integra atividades de turismo rural
A chegada da primavera marca o período de floração e colheita da camomila, planta medicinal tradicionalmente utilizada por famílias do meio rural. No município de Sertão, vizinho de Tapejara, a tradição segue presente na propriedade de turismo rural Quinta do Amarante, onde a família Amarante preserva conhecimentos e costumes transmitidos entre gerações.
Assistida pela Emater/RS-Ascar, a propriedade desenvolve atividades que valorizam a história e as práticas tradicionais do campo. Entre elas está a colheita da camomila, planta adaptada às condições climáticas do Norte do Rio Grande do Sul e utilizada principalmente no preparo de infusões.
Conforme Gustavo Amarante, integrante da família, o conhecimento sobre o cultivo, a colheita e a utilização da camomila foi transmitido especialmente pelas mulheres rurais. Ao longo dos anos, elas desempenharam um papel importante na preservação dos saberes relacionados às plantas medicinais, incluindo os processos artesanais de secagem e armazenamento.
A extensionista rural social da Emater/RS-Ascar, Sandra Bressan Gayger, orienta que a colheita seja realizada em locais livres de contaminação, afastados de rodovias e de áreas sujeitas à deriva de agrotóxicos. As flores devem ser retiradas quando estiverem abertas, preferencialmente em dias secos e após a evaporação do orvalho.
Após a colheita, a recomendação é realizar a secagem à sombra, em ambiente limpo, seco e ventilado. O armazenamento deve ocorrer em embalagens adequadas, como sacos de papel, protegendo as flores da umidade e da exposição à luz.
A camomila é conhecida pelo uso tradicional no auxílio ao alívio de desconfortos digestivos leves e na promoção do relaxamento. Entretanto, sua utilização não substitui orientações de profissionais de saúde, especialmente em situações que envolvem alergias a plantas da família das margaridas.
Na Quinta do Amarante, em Sertão, a manutenção dessa prática também está relacionada ao turismo rural. A atividade permite apresentar aos visitantes costumes preservados pela família, aproximando o público da rotina no campo e dos conhecimentos populares relacionados à natureza.
Para a família Amarante, a colheita da camomila representa uma forma de conservar a memória das gerações anteriores e valorizar a participação das mulheres na transmissão dos saberes rurais. A iniciativa também contribui para a preservação da identidade cultural das propriedades agrícolas da região.
Fonte: ASCOM Emater
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