Inter mostra evolução, mas ainda tem longo caminho pela frente
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Inter mostra evolução, mas ainda tem longo caminho pela frente

Após somar quatro pontos em dois jogos, Eduardo Baptista conquista a confiança do grupo e começa a dar uma nova identidade à equipe colorada na luta contra o rebaixamento

Por José Augusto Piroli da Silva
13/10/2026 11:13
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O caminho para escapar do rebaixamento ainda é longo e, provavelmente, repleto de dificuldades. O Inter, porém, parece hoje mais próximo de alcançar o objetivo do que estava há duas semanas. Além de somar quatro pontos nos dois primeiros dois jogos sob o comando de Eduardo Baptista, o time dá sinais de evolução dentro de campo, enquanto o trabalho do novo treinador encontra receptividade entre os jogadores.

Contratado em 23 de setembro, após a demissão de Paulo Pezzolano, Baptista ainda não conseguiu transformar o Inter em uma equipe de futebol vistoso ? tarefa quase impossível diante das peças à disposição. Houve, entretanto, avanços perceptíveis. O time demonstra mais intensidade, adianta as linhas de marcação e apresenta maior segurança defensiva. São ajustes que, em meio à urgência da luta contra a queda, podem fazer a diferença.

A estratégia do treinador foi evitar mudanças profundas no modelo de jogo e priorizar adaptações que pudessem ser assimiladas em pouco tempo. Depois de duas semanas de trabalho, a avaliação é de que a equipe começa a responder às orientações, tanto nos aspectos táticos quanto na confiança para enfrentar a pressão da reta final do Campeonato Brasileiro.

“Trabalhamos por 15 dias. Eu observei bastante e defini uma equipe para dar segurança aos jogadores e estou dando confiança para o time. Priorizamos trabalhar a parte técnica e mental”, afirmou Baptista no domingo, após o empate em 1 a 1 com o Grêmio, na Arena.

O resultado do Gre-Nal 455, aliás, não foi considerado ruim, especialmente pelas circunstâncias. Na avaliação do treinador, o Inter foi superior no primeiro tempo, mas não conseguiu manter o mesmo rendimento depois do intervalo, quando perdeu Alan Patrick. Ainda assim, a equipe conseguiu limitar as oportunidades do adversário.

A preocupação inicial de Baptista foi reduzir a instabilidade de um time pressionado pela ameaça do rebaixamento. A ideia era estabelecer uma formação e dar aos jogadores referências claras para executar as tarefas em campo. “Quando cheguei aqui, minha primeira tarefa era dar tranquilidade para o time. Precisamos disso para escapar dessa situação. Por isso, definimos um time e passamos a trabalhar essa equipe”, explicou.

A receptividade ao trabalho também aparece nas declarações dos atletas. “Como toda troca de comissão, todos eles têm suas ideias. Trabalhamos durante duas semanas. Nós já jogávamos com linha de cinco com Pezzolano. Perdemos o Maripán. Entrou o Juninho. Estamos tentando fazer tudo que ele pede”, afirmou Mercado.

O lateral-esquerdo Matheus Bahia também ressaltou a resposta do grupo às orientações recebidas durante o período de treinamentos. Para ele, a equipe conseguiu reproduzir em campo parte do que foi trabalhado nos primeiros dias sob o comando do novo técnico. “Conseguimos colocar dentro de campo muita coisa que foi feita durante o período de treinos. Nós compramos a ideia do Eduardo Baptista”, declarou.

Os primeiros resultados e as manifestações dos jogadores indicam que Baptista conseguiu estabelecer uma relação de confiança com o elenco em pouco tempo. Isso, por si só, não garante a permanência na Série A. O Inter precisará seguir somando pontos, inclusive na próxima sexta-feira, diante do Mirassol, fora de casa, na próxima rodada do Brasileirão.

Fonte: Correio do Povo




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