Jogadores, comissão técnica e direção são cobrados por torcedores no CT Parque Gigante antes de partida considerada decisiva na luta contra o rebaixamento
O tempo está acabando para o Inter. A partida contra a Chapecoense, neste sábado, na Arena Condá, é tratada no Beira-Rio como uma espécie de encruzilhada na luta contra o rebaixamento. Uma nova derrota poderá deixar a permanência na Série A próxima de se tornar inviável. Uma vitória, por outro lado, tem potencial para devolver confiança ao grupo e recolocar o time na briga pela recuperação no Brasileiro.
Jogadores, comissão técnica e direção sabem da importância do confronto. E receberam mais uma vez esse recado no fim da manhã desta quarta-feira, após o treino realizado no CT Parque Gigante. Um grupo ligado a torcidas organizadas esteve no local para conversar com representantes do departamento de futebol e atletas. O encontro teve tom amistoso, mas também foi marcado por cobranças diante dos resultados e do desempenho apresentado nas últimas partidas.
Participaram da conversa o executivo de futebol Fabinho Soldado, o diretor técnico Abel Braga e o técnico Paulo Pezzolano. Entre os jogadores, estiveram presentes nomes como Gabriel Mercado e Alan Patrick, entre outros. Ao final, ficou acertada uma espécie de “trégua” até sábado, com a expectativa de que o time dê uma resposta dentro de campo.
Segundo um dos torcedores que participou da reunião, os jogadores reconheceram a necessidade de mudança de postura. “Eles prometeram que vão se empenhar mais e não errar um passe de dois metros, como vem ocorrendo”, relatou.
A movimentação ocorreu um dia depois de novos protestos nas proximidades do CT. Por isso, os cuidados com a segurança foram reforçados. Após a reunião, os jogadores deixaram o CT em seus carros, em comboio acompanhado pela Brigada Militar. O mesmo esquema havia sido adotado na véspera.
A pressão sobre o Inter aumentou ainda mais depois da derrota para o Santos, no domingo, por 3 a 2, no Beira-Rio. Pezzolano, apesar da derrota, foi mantido. O treinador recebeu um voto de confiança que, pelo cenário atual, pode ser o último. A decisão está relacionada tanto à expectativa de que ele consiga interromper a sequência negativa quanto à dificuldade de encontrar, neste momento, um substituto capaz de assumir o time em meio à crise, quando faltam 12 jogos para o final do ano.
Pezzolano, portanto, sabe que precisa fazer o Inter reagir. Internamente, o clube tenta preservar o ambiente até o confronto com reuniões de mobilização e muita conversa. Ao mesmo tempo, a pressão cresce e os nomes de possíveis substitutos para o treinador já começam a ser cogitados nos bastidores. A margem para novos tropeços, a esta altura, não existe mais.
Fonte: Correio do Povo
63.940.800 de acessos desde 2009
Direitos Reservados. Desenvolvido por Impar Agencia Web.