APATA participa de entrevista na Rádio Tapejara e explica ações de proteção animal
SEGURANÇA
504

APATA participa de entrevista na Rádio Tapejara e explica ações de proteção animal

Bruna Dallabrida e Maria Amélia Maschio, integrantes da Associação Protetores dos Animais de Tapejara, falaram sobre castrações, lares temporários, adoções, posse responsável e as formas de atuação da entidade no município

Por José Augusto Piroli da Silva
13/08/2026 13:15
Compartilhar
        


Bruna Dallabrida e Maria Amélia Maschio, integrantes da Associação Protetores dos Animais de Tapejara, falaram sobre castrações, lares temporários, adoções, posse responsável e as formas de atuação da entidade no município

A Associação de Proteção aos Animais de Rua de Tapejara (APATA) participou de uma entrevista na Rádio Tapejara para apresentar à comunidade o trabalho desenvolvido em defesa dos animais e esclarecer como funciona a atuação da entidade. Durante a conversa, Bruna e Maria, integrantes da associação, abordaram temas como castração, adoção, lares temporários, maus-tratos e a participação da comunidade nas ações.

A APATA existe formalmente há cerca de 13 anos, mas o trabalho de proteção animal desenvolvido por seus integrantes teve início há mais de duas décadas. Ao longo desse período, a associação adotou um modelo de atuação baseado principalmente em lares temporários.

Segundo as representantes, a decisão está relacionada à preocupação de que um abrigo possa acabar concentrando um número elevado de animais. A proposta da APATA é buscar alternativas de acolhimento temporário, encaminhamento para adoção e apoio aos animais que precisam de atendimento.

Lares temporários são fundamentais

Um dos principais desafios apontados durante a entrevista é justamente encontrar pessoas dispostas a oferecer um lar temporário para animais resgatados ou que estejam em recuperação.

Nesses casos, a APATA pode auxiliar com os custos de atendimento veterinário por meio dos recursos arrecadados pela entidade, enquanto o responsável pelo lar temporário fica encarregado dos cuidados cotidianos e, principalmente, do período de recuperação.

Além dos integrantes da associação, protetores independentes e moradores também participam desse processo. Em situações de atropelamentos ou animais que necessitam de atendimento, por exemplo, a comunidade pode auxiliar oferecendo espaço para a recuperação enquanto a associação busca viabilizar os cuidados necessários.

Castração e controle da população animal

Outro tema destacado foi a importância da castração como uma das principais medidas para reduzir o número de animais em situação de rua.

As representantes explicaram que a presença de cadelas no cio nas ruas pode contribuir para conflitos entre cães e também para atropelamentos, além da reprodução não planejada.

A APATA também conta com o apoio do poder público municipal. Conforme relatado na entrevista, o município possui programa de castração e, diante do crescimento da demanda, houve ampliação do número de procedimentos. A associação também mantém parceria com a administração municipal para o atendimento das necessidades dos animais, com as despesas sendo comprovadas e pagas diretamente pelo município nos casos previstos.

Adoção exige responsabilidade

A associação também explicou que o processo de adoção envolve uma avaliação do possível adotante. A intenção é verificar se a pessoa possui condições de assumir a responsabilidade pelo animal durante toda a sua vida.

Entre os aspectos analisados estão o local onde a pessoa mora, se o imóvel é próprio ou alugado, as condições financeiras para alimentação, vacinação e atendimento veterinário e a estrutura disponível para o animal.

No caso dos gatos, por exemplo, também são avaliadas as condições de segurança da residência, incluindo a existência de telas nas janelas para evitar fugas e acidentes.

A associação reforça que a decisão de adotar precisa considerar que cães e gatos podem permanecer muitos anos sob os cuidados de uma família.

As integrantes também chamaram a atenção para o fato de que a responsabilidade pela adoção é dos adultos, mesmo quando o pedido parte de uma criança.

Orientação sobre casos de maus-tratos

Durante a entrevista, outro ponto esclarecido foi a atuação da APATA diante de denúncias de maus-tratos.

A associação não é um órgão oficial de fiscalização e, portanto, não possui a atribuição de receber uma denúncia, fiscalizar um imóvel ou determinar o recolhimento de um animal.

Segundo as representantes, os casos devem ser encaminhados aos órgãos competentes, como o Departamento de Meio Ambiente do município, a Polícia Civil e o Ministério Público. A APATA pode orientar a população sobre como proceder e, em determinadas situações, seus voluntários também podem conversar com os responsáveis para buscar melhorias nas condições de cuidado.

Entre as condições básicas citadas estão acesso à água limpa, alimentação adequada, abrigo contra as condições climáticas, espaço suficiente para movimentação e cuidados veterinários quando necessários.

Recursos dependem de doações

Para manter as atividades, a APATA também desenvolve diferentes campanhas e ações de arrecadação. Entre elas estão campanhas de doação, Pix Solidário, pedágios, eventos, caixinhas de contribuição em estabelecimentos, troco solidário, etc.

A associação também destacou que a participação da comunidade é importante para a continuidade do trabalho, principalmente diante da redução percebida no número de adoções e da permanência de animais de médio e grande porte nos lares temporários.

Durante a entrevista, as representantes reforçaram ainda que a APATA é formada por um grupo reduzido de voluntários e atende demandas de Tapejara e, em algumas situações, de municípios da região.

Trabalho depende da participação da comunidade

Ao longo da conversa, Bruna e Maria destacaram que a proteção animal não depende somente da atuação da associação, mas também da participação dos moradores, especialmente por meio da posse responsável, da castração, da adoção consciente e do apoio aos animais comunitários.

A APATA mantém sua atuação baseada no acolhimento temporário, nos encaminhamentos para adoção e no apoio aos tratamentos, sem adotar o modelo de abrigo permanente como proposta da entidade.

A entrevista completa com Bruna e Maria, integrantes da Associação Protetores dos Animais de Tapejara, estará disponível em breve nas redes sociais da Rádio Tapejara.

Jornalismo Rádio Tapejara




Notícias Relacionadas