Totem informativo, árvore e banco lilás foram inaugurados nesta sexta-feira, dentro da programação dos 71 anos do município
A Praça Central Sílvio Ughini, em Tapejara, passou a contar com novos elementos voltados à conscientização e à proteção das mulheres. Foram inaugurados, na tarde desta sexta-feira (7), um totem informativo, uma árvore lilás e um banco lilás, em uma ação alusiva ao Agosto Lilás e que integra a programação dos 71 anos do município.
Os espaços têm caráter simbólico e também informativo, com orientações para que mulheres em situação de violência saibam onde buscar ajuda e proteção. Para a chefe da Coordenadoria da Mulher, Rosilene Col Debella, a iniciativa busca reforçar que a rede de atendimento está disponível e que o enfrentamento à violência depende da participação de toda a sociedade. “Cada um de nós é responsável por esse combate à violência contra a mulher”, afirmou.
Segundo ela, a atuação precisa envolver órgãos públicos, instituições de segurança e Justiça e a própria comunidade. “A lei sozinha não consegue fazer o trabalho. Então, existe a legislação, mas é necessário que todos nos demos as mãos e que trabalhemos junto”. A coordenadora também destacou que o momento da denúncia representa apenas o início de um processo que pode ser longo e complexo para a vítima. “É muito difícil para a mulher tomar a atitude de fazer a denúncia. E fazer a denúncia é só o começo da história. O depois da denúncia é longo, é difícil, tem filhos, tem o autossustento, tem emprego. É um universo muito grandioso. A gente não trabalha só o combate à violência contra a mulher, a gente reestrutura e fortalece as futuras gerações”, destacou.
Nova Coordenadoria da Mulher
A estrutura inaugurada na Praça Central também marca o início de uma nova frente de atuação do município. Rosilene assumiu a Coordenadoria da Mulher há poucos dias e afirma que o trabalho será desenvolvido de forma integrada com a Assistência Social, Saúde, Educação, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Polícia Civil, Brigada Militar e demais setores envolvidos na rede de proteção.
Segundo ela, a intenção é ampliar as formas de acolhimento e facilitar o acesso das mulheres às informações e aos serviços disponíveis. “Esse marco aqui é para mostrar para todo mundo que tem como a mulher buscar a proteção. E mesmo que ela esteja vulnerável, vai ter quem a proteja”, afirmou.
Tapejara tem 79 casos neste ano
Segundo a coordenadora, Tapejara contabiliza 79 casos envolvendo violência contra a mulher em 2026. “É assustador. Comparando com o ano passado, aumentou. Assim como aumentou no Estado, eu li bastante essa semana, no país também. Índices de feminicídio aumentando”, afirmou.
Para a coordenadora, a redução dos índices depende de uma atuação coletiva. “Mulheres protegendo mulheres, homens protegendo mulheres. E assim, a gente consegue diminuir esses índices de violência”, concluiu.
Jornalismo Rádio Tapejara
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