Somália defende “integridade” de árbitro que teve entrada negada pelos EUA
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Somália defende “integridade” de árbitro que teve entrada negada pelos EUA

Fifa indicou que Omar Artan não poderá sequer treinar nos países da Copa do Mundo, pois o “país anfitrião” escolhe

Por José Augusto Piroli da Silva
09/06/2026 12:23
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O Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália defendeu, nesta terça-feira, a "integridade" do árbitro somali Omar Artan, que teve sua entrada em território norte-americano negada no sábado pelos Estados Unidos, onde deveria trabalhar durante a Copa do Mundo, e manifestou seu "apoio incondicional". Apesar das "intensas gestões diplomáticas e das negociações com as autoridades competentes do governo dos Estados Unidos e da Fifa, com o objetivo de chegar a uma resolução imediata", "lamentavelmente não foi possível alcançar um resultado positivo", afirmou a instituição em um comunicado. Os Estados Unidos negaram a entrada do árbitro no sábado.

A polícia de fronteira americana (CBP) explicou que "um árbitro da Copa do Mundo foi considerado inadmissível devido a questões relacionadas à verificação de seus antecedentes e teve sua entrada no território negada". O Ministério do Esporte da Somália afirmou sua "plena confiança em sua integridade, profissionalismo e contribuição contínua para o desenvolvimento do futebol tanto na Somália quanto em escala internacional", e manifestou seu "apoio incondicional".

Detentor do status de árbitro Fifa desde 2018, ele apita na liga somali e foi eleito o melhor árbitro do ano pela Confederação Africana de Futebol em 2025. Aos 34 anos, seria o primeiro somali a atuar em uma Copa do Mundo, após ter sido incluído entre os 52 árbitros selecionados para apitar no Mundial de 2026, organizado por Estados Unidos, Canadá e México.

Mas a Fifa indicou na segunda-feira que ele não poderá treinar ou arbitrar durante a Copa depois que sua entrada foi recusada pelos EUA. "É o governo do país anfitrião que determina, em última instância, quem recebe visto e quem é admitido em seu território", justificou a instituição em um comunicado.

Ao ser questionada, uma fonte do comitê de arbitragem da Confederação Africana de Futebol (CAF) disse "lamentar por Artan", mas preferiu não comentar o incidente. "A seleção dos árbitros para a Copa do Mundo é totalmente responsabilidade da Fifa", declarou.

A Somália está na mira de Trump. No fim de novembro, o presidente americano classificou a nação como um "país podre" e manifestou a intenção de encerrar o status especial que protege cidadãos somalis da deportação.

Fonte: Correio do Povo




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