Após início ruim, equipe de Pezzolano soma apenas uma derrota nas últimas dez rodadas e adquire o direito de pensar na parte de cima da tabela
A goleada por 4 a 1 sobre o Vasco da Gama, sábado à noite, no Beira-Rio, confirmou mais do que apenas uma boa atuação do Inter. O resultado simbolizou a virada de cenário vivida pelo clube no Brasileirão e na temporada. Se há poucas semanas a preocupação era escapar das últimas posições, agora o time colorado já começa a olhar para cima na tabela e alimentar ambições mais ousadas.
Os números ajudam a explicar a transformação. Nas dez rodadas mais recentes, a equipe do técnico Paulo Pezzolano somou 19 pontos, sofreu apenas uma derrota e tem aproveitamento equivalente a do terceiro melhor time do campeonato. Com o triunfo sobre os cariocas, o Inter chegou aos 21 pontos e subiu para a 11ª colocação, ficando a apenas três do Athletico-PR, atual quinto colocado e dentro da zona de classificação para a próxima Libertadores.
A recuperação, porém, não aconteceu por acaso. Depois de um início desastroso, com apenas dois pontos nas seis primeiras rodadas e aproveitamento de 11,1%, o técnico decidiu alterar a forma de jogar da equipe. O modelo ofensivo adotado no começo do campeonato produzia chances, mas deixava o sistema defensivo exposto e não gerava vitórias e pontos.
Diante do cenário preocupante, o treinador recuou as linhas, reforçou a marcação e passou a apostar em transições rápidas para atacar. A mudança tornou o Inter mais competitivo e eficiente. Desde então, o aproveitamento saltou para 63,3%, consolidando a reação colorada no campeonato e a escalada na tabela.
Mesmo com a evidente evolução, Pezzolano mantém um discurso cauteloso - até porque a distância para o Z-4 também é curta. O uruguaio segue tratando 2026 como uma temporada de reconstrução e de preparação. “Vamos jogo a jogo. Precisamos aproveitar esse momento, porque ele é bom, mas o Brasileirão é uma competição muito difícil. Estou satisfeito com o resultado e com a atuação, mas já pensando no próximo confronto”, afirmou o treinador após a vitória no Beira-Rio.
Curiosamente, o atual modelo de jogo não é exatamente o preferido do técnico. Segundo ele, a versão mais ofensiva apresentada nas primeiras rodadas se aproximava mais de sua ideia original de futebol. Ainda assim, Pezzolano admite que precisou se adaptar às características do elenco e às exigências do campeonato.
“Não é totalmente a cara do Pezzolano. Aquele time do começo do Brasileirão representava muito mais a minha ideia. Hoje, temos uma versão muito boa daquilo que queremos dentro do elenco que possuímos. Precisamos seguir evoluindo, mas estamos perto do que imaginamos para o time”, explicou.
Antes da paralisação do Brasileirão para a disputa da Copa do Mundo, o Inter ainda terá mais dois compromissos. O primeiro será diante do Vitória, sábado, em Salvador. Depois, a equipe encara o Bragantino, no dia 31 de maio, no estádio Cícero de Souza Marques. A intenção inicial era apenas abrir distância da zona de rebaixamento antes da pausa. Agora, entretanto, o ambiente já permite sonhar com metas mais ambiciosas na sequência da temporada.
Fonte: Correio do Povo
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