Santa Leta Monarca, da Cabanha Matuana, conquistou o título de Reservado Campeão Potranco Menor durante a FICCC, realizada em Montevidéu, no Uruguai
O cavalo Santa Leta Monarca, da Cabanha Matuana, de Tapejara, conquistou o título de Reservado Campeão Potranco Menor durante a Expo FICCC (Federação Internacional de Criadores de Cavalos Crioulos), realizada em Montevidéu, no Uruguai. O animal, exposto pelo tapejarense Matheus Rodrigues, ficou com a segunda colocação na categoria Potranco Menor, destinada a machos jovens da raça Crioula.
Considerada uma das principais competições da raça no continente, a FICCC reúne, a cada três anos, animais selecionados de diferentes países. A sede do evento é alternada entre as nações participantes e, nesta edição, a programação ocorre na capital uruguaia até o próximo domingo (10).
Conforme explicou o expositor, a participação na competição já representa um reconhecimento dentro da raça. “A FICCC é, basicamente, o maior palco internacional do cavalo crioulo. É onde os melhores exemplares de vários países se encontram para representar não apenas uma cabanha ou um expositor, mas a genética, o trabalho e a seleção de anos de cada país participante”, destacou Matheus.
Segundo ele, os animais classificados passam antes por seletivas consideradas de alto nível técnico. “Chegar na FICCC não acontece por acaso. Antes disso, o cavalo passa por seletivas muito fortes, enfrentando animais de altíssimo nível. Por isso, só o fato de conquistar uma vaga já mostra que aquele exemplar está entre a elite da raça”, afirmou.
Na categoria morfológica, os jurados avaliam características que definem o padrão racial do cavalo Crioulo, como estrutura corporal, equilíbrio, musculatura, aprumos, movimentação e tipicidade racial.
Matheus também comentou sobre o significado da premiação obtida no evento internacional. “Quando um cavalo conquista rosetas na FICCC, o reconhecimento ganha outra dimensão. Significa que ele conseguiu se destacar entre os melhores dos melhores da América do Sul. É uma conquista que valoriza o animal, a genética, a cabanha e todo o trabalho realizado por trás dele”, pontuou.
“Para um criador, isso representa prestígio, credibilidade e a confirmação de que está no caminho certo dentro da raça Crioula”, finalizou.
Jornalismo Rádio Tapejara
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