Três dos sete denunciados por homicídio e tortura em clínica de Estação seguem foragidos
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Três dos sete denunciados por homicídio e tortura em clínica de Estação seguem foragidos

Entre os suspeitos que já foram detidos estão a proprietária da clínica e a mãe dela, ambas apontadas como figuras centrais na administração e nas práticas abusivas cometidas no local

Por Belchyor Teston
04/03/2026 15:36
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Três dos sete indivíduos denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) por envolvimento em homicídio e tortura em uma clínica de reabilitação de Estação continuam foragidos. As acusações estão relacionadas aos crimes cometidos contra pacientes da Clínica Reviver.

As investigações começaram após a morte de Marcos Bohn Nedel, de 45 anos, no dia 29 de janeiro. Ele teria sido espancado por vários envolvidos dentro da clínica, o que resultou na morte do internado por múltiplas lesões. Além do homicídio, o MPRS aponta que os denunciados praticavam castigos físicos, dopagem forçada, ameaças e outras formas de violência física e psicológica contra os internos, usados como punição e controle.

Embora quatro acusados, incluindo duas mulheres e dois homens, já estejam presos, três homens ainda estão sendo procurados pelas autoridades. A Polícia Civil segue realizando buscas para localizá-los e dar continuidade à responsabilização de todos os envolvidos.

Durante as investigações, foi constatado ainda que alguns dos denunciados tentaram apagar as evidências do crime, limpando o local e destruindo os pertences da vítima. No momento dos fatos, 31 pacientes estavam internados na clínica, sendo que parte precisou ser encaminhada para exames periciais e três internos foram transferidos para outra instituição. Os demais retornaram para suas casas.

Entre os presos, estão a proprietária da clínica e a mãe dela, ambas apontadas como figuras centrais na administração e nas práticas abusivas cometidas no local

Jornalismo Rádio Tapejara




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