Unidade da John Deere em Horizontina adota férias coletivas e prepara lay-off para ajustar produção
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Unidade da John Deere em Horizontina adota férias coletivas e prepara lay-off para ajustar produção

Por Alessandra Staffortti
26/02/2026 10:30
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A unidade da John Deere em Horizontina entrará em férias coletivas a partir de 12 de março. Na sequência, em 1º de abril, terá início um período de lay-off — suspensão temporária dos contratos de trabalho — que pode se estender por até cinco meses.

A medida foi aprovada em assembleia conduzida pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e Região junto aos funcionários operacionais. Conforme o sindicato, cerca de 880 trabalhadores devem ser atingidos, especialmente nas áreas de produção de colheitadeiras, solda, pintura, montagem e logística.

Redução no ritmo de produção

Principal empregadora do município, que tem cerca de 19 mil habitantes, a fábrica conta com aproximadamente 1,3 mil trabalhadores. De acordo com o presidente do sindicato, Alexsandro Bach, a negociação buscou evitar cerca de 140 demissões.

Durante o período, a produção deve ser reduzida em 30%. A média atual de cerca de 10 colheitadeiras por dia deve cair para sete máquinas diárias até agosto.

Garantias aos trabalhadores

Em nota, a empresa informou que irá complementar a bolsa de qualificação profissional paga pelo governo federal, assegurando 100% do salário aos funcionários durante o lay-off. Também serão mantidos benefícios como vale-alimentação, convênios médico e farmácia.

Além disso, a montadora anunciou o pagamento de indenização referente ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e o adiantamento da primeira parcela do 13º salário ainda no mês de março.

Contexto do setor

A oscilação na produção acompanha o cenário do agronegócio, que enfrenta desafios como estiagem e endividamento rural. No início de 2025, a multinacional havia contratado cerca de 200 trabalhadores, mas em setembro realizou a demissão de 150, justificando a necessidade de adequação ao volume de produção.

O movimento atual reforça o impacto direto das condições do campo sobre a indústria de máquinas agrícolas e, consequentemente, sobre a economia regional.




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