Enquanto os gaúchos perderam Vitão para poder fazer dinheiro e buscar reforços, cariocas se dão ao luxo de terem no banco de reservas um jogador de R$ 143 milhões
A foto acima não pode ser mais simbólica. Em 20 de agosto do ano passado pelo jogo de volta das oitavas da Libertadores, Vitão tentava construir uma jogada observado por Samuel Lino. Titular absoluto e uma das referências técnicas dos últimos anos no Inter não está mais em Porto Alegre e sim no Rio de Janeiro. Ao lado dele, a maior contratação da história do Flamengo até então, o atacante que custou 22 milhões de euros na época. Domingo, na final da Supercopa contra o Corinthians, os dois sequer saíram do banco de reservas por opção do treinador Filipe Luís.
Um pouco mais de cinco meses depois do dia em que a chuva papel de prata caiu antes da bola rolar no Beira-Rio , as duas equipes se reencontram agora pelo Brasileirão em um cenário de diferença talvez até maior do que evidenciado pelo placar de 2 a 0 dos visitantes naquela noite. Se em campo o começo de ano colorado parece mais seguro do que o ainda atabalhoado Rubro-Negro da largada, fora dele a distância entre eles em 2026 parece crescer.
Basta ver alguns números. Vitão foi vendido do Inter para o Flamengo por 10 milhões de euros, sendo cerca de 6 milhões pagos à vista e o restante referente à dívida por Thiago Maia. O valor significativo para os dirigentes gaúchos buscarem reforços é praticamente um terço do que foi pago pelo clube carioca na semana passada para repatriar Lucas Paquetá, tirado do West Ham por R$ 187 milhões. São R$ 44 milhões a mais do que os R$ 143 milhões pagos ao Atlético de Madrid por Samuel Lino, que não se firmou.
"O Flamengo vai virar um monstro das Américas do ponto de vista de receita". Foi com essa frase dita em dezembro que o presidente Luiz Eduardo Baptista deu o recado para seus pares e concorrentes. Também pudera, foram faturados R$ 2,07 bilhões em 2025, ano que o caixa do clube encerrou com saldo positivo de R$ 328 milhões. A previsão para este ano aponta queda para R$ 1,8 bilhão, mas ainda assim um número europeu e não da realidade brasileira.
Do outro lado, reconhecidamente endividado, o Inter luta para manter-se como dá. Recentemente o Conselho Deliberativo aprovou o orçamento para a temporada com projeção orçamentária bruta de R$ 709 milhões, sendo R$ 204 oriundos da venda de jogadores.
Nessa previsão, o superávit estimado é de apenas R$ 283 mil e o montante reservado para investimentos no futebol na casa dos 8 milhões de euros para contratações. Ou seja, incomparável com o adversário desta quarta-feira.
Fonte: Correio do Povo
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