Sociedade Brasileira de Diabetes reduz idade mínima para rastreamento do diabetes tipo 2
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Sociedade Brasileira de Diabetes reduz idade mínima para rastreamento do diabetes tipo 2

Nova diretriz amplia triagem para pessoas assintomáticas e inclui crianças e adolescentes com obesidade e sedentarismo

Por Alessandra Staffortti
29/01/2026 08:26
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A Sociedade Brasileira de Diabetes passou a recomendar o rastreamento do diabetes tipo 2 a partir dos 35 anos em pessoas assintomáticas, reduzindo a idade mínima que antes era de 45 anos. A nova diretriz também orienta a realização de exames em crianças e adolescentes com obesidade e sedentarismo, diante do aumento de casos da doença nessas faixas etárias.

Quase 45% dos adultos no mundo não sabem que têm diabetes, segundo a Federação Internacional de Diabetes, índice que chega a cerca de 30% no Brasil. Diante desse cenário, a Sociedade Brasileira de Diabetes reforça a importância do rastreamento precoce para identificar casos de pré-diabetes e diabetes, permitindo tratamento adequado e prevenindo complicações graves.

A entidade destaca ainda o avanço do diabetes tipo 2, impulsionado pelo consumo de ultraprocessados e pelo sedentarismo, inclusive entre crianças e adolescentes, o que motivou a recomendação de testes a partir dos 10 anos em grupos de risco.

Recomendações

• Pessoas com exames normais e baixo risco devem repetir a triagem a cada três anos

• Quem tem pré-diabetes ou múltiplos fatores de risco deve ser reavaliado todo ano

• O teste de tolerância por via oral, com uma hora de duração deve ser o método preferencial para detectar o diabetes e o pré-diabetes.

O diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença e está ligado à resistência à insulina, sedentarismo, obesidade, hipertensão, alterações no colesterol e fatores hereditários. Nesse quadro, a glicose tem dificuldade de entrar nas células, levando o organismo a produzir mais insulina para compensar. Com o tempo, essa sobrecarga compromete o funcionamento do pâncreas, que passa a não conseguir atender à demanda.

Os sintomas são os mesmos do diabetes tipo 1. A maior diferença é a evolução dos sintomas, pois no tipo 2 ela é mais lenta. Confira os sintomas:

• Emagrecimento

• Aumento da fome (os nutrientes entram no organismo, mas o corpo não consegue absorvê-los de forma adequada, gerando demanda extra por alimentos para tentar compensar)

• Sede excessiva

• Aumento na frequência urinária

• Cansaço.

• Em casos extremos (cetoacidose), a hiperglicemia causa vômitos, indisposição, desidratação e respiração alterada.

Tipos de tratamento

Além de medicações orais e injetáveis, como os análogos ao GLP-1, o paciente pode precisar da própria insulina. O tratamento do diabetes tipo 2 inclui medicações que podem atuar:

• no estímulo à liberação de insulina

• na diminuição da produção hepática de glicose

• nos hormônios que agem no intestino

• na diminuição de absorção de glicose no trato digestivo

• na diminuição da resistência à insulina

• no estímulo à excreção de glicose na urina

A cirurgia bariátrica ajuda no controle e até na remissão da doença (mas o diabetes pode retornar caso haja reganho de peso).

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Fonte:

Agência Brasil




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