Cacique Doble tem segurança reforçada após morte de adolescente em terra indígena
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Cacique Doble tem segurança reforçada após morte de adolescente em terra indígena

Policiais de toda região trabalham para estabilizar conflito

05/12/2023 16:24
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A segurança na reserva indígena de Cacique Doble ganhou reforço nesta terça-feira (5), após novo conflito que resultou na morte de uma adolescente de 13 anos. Dois irmãos dela ficaram feridos após um ataque a tiros na noite de segunda (4).

De acordo com familiares, os três estavam dentro de casa quando foram surpreendidos por um grupo que invadiu a residência e atirou. Paola Rodrigues, 13 anos, chegou a ser socorrida mas não resistiu aos ferimentos. Já os irmãos, uma adolescente de 15 e um jovem de 23 anos, também ficaram feridos.

Agentes da Força Nacional, policiais federais e cerca de 30 militares de toda a região trabalham para estabilizar o conflito.

— A disputa não é de hoje, se mantém há um bom tempo. Existe uma equipe da Força Nacional presente para atender casos relacionados aos indígenas, mas mobilizamos todos os efetivos da Brigada Militar de municípios vizinhos, além do Batalhão de Choque para dar esse reforço — afirma o comandante do 10º Batalhão da Brigada Militar, tenente-coronel Luiz Fernando Becker.

No momento, a Polícia Federal faz o levantamento do local e escuta testemunhas e pessoas próximas ao local onde ocorreu a morte de Paola. Não há presos. GZH entrou em contato com o Ministério da Justiça para esclarecer a atuação da Força Nacional no local, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

O corpo da adolescente assassinada é velado na tarde dessa terça-feira (5) e deve ser enterrado na quarta, às 9h, na própria comunidade indígena. Familiares e amigos pedem justiça pela morte de Paola e pela violência crescente no local.

— Tem mais crianças que convivem lá. Eles brincam, correm, não entendem o que é tiro. Mas é tiro todo dia, toda noite. A gente não consegue dormir porque a gente se preocupa. Já é uma coisa que vem de bastante tempo, faz mais ou menos 12 anos que essa disputa vem correndo. Só queria que alguém fizesse alguma coisa, está muito difícil pra nós — disse emocionada a tia da vítima, Regiane Pereira.

Fonte: GZH Passo Fundo




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