19 outubro 2021 | 08h02
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Força Nacional já está na Reserva da Serrinha para impedir novos conflitos indígenas

A Força Nacional Brasileira já chegou na Reserva da Serrinha, localizada entre Engenho Velho e Ronda Alta. O local tem sido palco de conflitos indígenas há vários dias e mortes já foram registradas. Ao todo duas tropas compostas por policiais de outros estados iniciaram o patrulhamento da área, para impedir conflitos entre caingangues. Além da reserva da Serrinha os policiais devem atuar também na reserva Guarita, a maior reserva indígena gaúcha, situada próxima de Redentora e quase na divisa com a Argentina.

Na reserva da Serrinha a situação é mais complicada, pois lá ao menos dois índios foram mortos. A briga opõe seguidores do cacique Márcio Claudino e parentes distantes dele, que consideram a liderança dele ilegítima.

Na última semana o cacique Claudino expulsou da reserva oito famílias com ligação a adversários e prendeu cinco pessoas numa cadeia indígena. Os presos disseram que foram agredidos. O cacique admite as prisões, mas nega as agressões. A motivação dos conflitos estaria, além do controle da tribo, ligada a arrendamentos de terras e o dinheiro que isso gerou. Após a expulsão das famílias a caminhonete onde Claudino e três de seus companheiros estavam foi alvo de uma emboscada em Engenho Velho. O veículo, uma caminhonete Hilux, de luxo, recebeu 27 tiros, mas nenhum atingiu os ocupantes.

Sabendo do ataque contra o cacique, um grupo de índios saiu na caçada aos atiradores e mataram dois indígenas, supostamente sendo os autores do atentado. Mais tarde policiais localizaram os corpos caídos com duas armas, uma calibre 12 e outra calibre 20, além de bolsas com munição.

Em paralelo a isso os subordinados do cacique colocaram fogo em ao menos quatro carros de opositores e incendiaram casas. Neste contexto a Força Nacional atua sem prazo para deixar a região, até que a situação seja resolvida. A Justiça Federal requisitou a polícia porque, por trás deste fato, estaria o arrendamento ilegal de áreas.

A Força Nacional vai também escoltar fiscais do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que percorrerão as áreas para verificar se há arrendamento, quais os homens brancos arrendaram áreas e iniciar os procedimentos cabíveis.

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Fonte:

Uirapuru

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