08 maio 2021 | 07h41
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Novo modelo para conter covid-19 no RS não terá restrições de horário às atividades econômicas

O novo modelo de controle da pandemia no Rio Grande do Sul, que substituirá o sistema de distanciamento controlado, não terá restrições de horário para a abertura de atividades econômicas. A informação foi adiantada pelo vice-governador Ranolfo Vieira Júnior, em reunião com prefeitos, deputados e representantes do Ministério Público nesta sexta-feira (7).

Ranolfo usou como exemplo bares, restaurantes e supermercados para dizer que, se quiserem, os estabelecimentos poderão abrir 24 horas por dia. Posteriormente, o vice-governador confirmou a informação à coluna.

— A atividade econômica é quem vai dizer se é rentável para ela ficar 24 horas aberta — disse.

Ranolfo também afirmou que os estabelecimentos poderão receber até 100% de sua capacidade, desde que isso esteja previsto nos protocolos regionais.

— Para os restaurantes por exemplo, nossa proposta é de (limitar a) 40% de ocupação e cinco clientes por mesa. Se a região entender que pode ser 100%, e ter 10 clientes, poderá ser, desde que esteja com seu protocolo devidamente justificado — explicou.

No novo modelo, além dos protocolos gerais, definidos pelo governo do Estado, haverá protocolos específicos por atividades, subdivididos em dois tipos: os obrigatórios, que devem ser adotados em todos os municípios, e os variáveis, que poderão ser diferentes em determinadas regiões.

Na videoconferência, Ranolfo detalhou o novo modelo e apresentou sugestões de protocolos mínimos a serem adotados em todas as regiões. O material será analisado pelos participantes, que poderão solicitar alterações até a próxima terça-feira (11).

— O que deve gerar mais discussão são os protocolos por atividade, mas mesmo para os protocolos gerais estamos ouvindo a todos para que possam contribuir — disse o vice-governador.

Apesar da maior autonomia às regiões, o governo do Estado permanecerá com o poder de alterar os protocolos, se perceber alteração repentina nos indicadores. Caso considere necessário, o gabinete de crise enviará um alerta às regiões. Se nada for feito em 48 horas, o Piratini poderá intervir.

Até o dia 15 de maio, quando entrará em vigor o novo modelo, o Estado está sob as regras da bandeira vermelha do sistema de distanciamento controlado. Essa condição foi imposta na semana passada, quando, por decreto, o governador Eduardo Leite determinou a mudança de bandeira, para o retorno das aulas presenciais.

Antes disso, o Estado passou nove semanas sob bandeira preta, o que representa o grau máximo de restrições. Pela cogestão, os prefeitos poderiam adotar regras equivalentes às da bandeira vermelha.

O regramento do novo modelo de distanciamento controlado será discutido neste sábado (8) em reunião entre entidades que representam o comércio e o comitê de crise do governo Leite.

— O que estamos sempre falando é que, como de fato se viu, o fechamento de lojas não é a solução maior para o não contágio das pessoas. Passamos por essa dificuldade e houve perdas muito grandes nesse setor, que agora, aos poucos, está retornando. Nós não negligenciamos os cuidados e também não dizemos que as pessoas não devem se cuidar. O comércio sempre seguiu os protocolos corretamente e cuidou para que as pessoas não se contaminassem nas lojas. O que vimos é que as aglomerações não são nas lojas, então entendemos como rigoroso o fechamento do comércio em geral. Felizmente teremos, a partir de amanhã e na próxima semana, esperamos, uma flexibilização maior

— afirmou o presidente da Fecomércio, Luis Carlos Bohn, ao Estúdio Gaúcha.

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Fonte:

GZH

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