26 abril 2021 | 08h59
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Nigerianos são suspeitos de aplicar o golpe em brasileiras na internet

A Polícia Civil investiga um grupo de estrangeiros, da Nigéria, suspeito de enganar mulheres em aplicativos e sites de relacionamentos. Até o final da última semana pelo menos 20 vítimas tinham registrado ocorrência na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher no Distrito Federal.

No início do mês, agentes da Polícia Civil foram até São Paulo para realizar buscas e apreensões nas residências dos suspeitos. O crime é investigado como estelionato amoroso. A pena prevista é de até cinco anos de prisão. Ninguém foi preso. Em um dos casos, uma mulher chegou a transferir até R$ 100 mil para o golpista.

A polícia orienta que pessoas que suspeitem ter caído no golpe procurem a delegacia mais próxima, as delegacias de atendimento à mulher ou as delegacias eletrônicas.

O grupo levanta informações pessoais das vítimas, a maioria entre 40 e 70 anos, e entra em contato com elas através de sites e aplicativos. O golpista, então, se passa por um estrangeiro de outra nacionalidade e se apresenta como engenheiro ou piloto. Depois, ganha intimidade com a vítima e pede o telefone pessoal.

Após estabelecer uma relação virtual com a mulher, promete que vai visitá-la no Brasil e diz que quer enviar presentes. Entre eles, celulares, roupas e dinheiro.

Uma pessoa se passa por um funcionário da Receita Federal ou de uma transportadora diz que teve um problema nas mercadorias que seriam enviadas e pede que a vítima pague uma taxa entre R$ 1,5 mil a 5 mil reais para que os produtos sejam entregues. O suposto funcionário da empresa ou transportadora manda uma conta para que o depósito seja realizado.

Gaúcha cai no golpe

Em 2019, uma mulher de Estrela perdeu R$ 623 mil no golpe e registrou ocorrência por estar sendo pressionada a depositar mais R$ 110 mil.

A mulher, que não teve a identificação revelada, alega que iniciou uma conversa com o golpista por meio do Messenger da rede social Facebook, mas seguiram com as conversas pelo Whatsapp. O falsário usou o nome de Derick Varnei e alegou ser um militar, que mora na Síria.

Primeiro ganhou a confiança da mulher. Depois de diversas conversar, e de ter a confiança da vítima, alegou que em breve ele iria se aposentar e a vítima seria a única pessoa no Brasil que ele tem confiança e por isso, mandou um pacote com bens e dinheiro para ela.

Nas conversas ele alega ainda que os bancos, do país onde está, teriam explodido nos ataques terroristas e que uma agente da síria faria a entrega do pacote.

De acordo com as mensagens, o falsário segue persuadindo a mulher. Mas entre as conversas, há uma suposta terceira pessoa que pede para a vítima depositar valores para conseguir retirar o pacote. Ao todo, a mulher de Estrela fez 8 depósitos, até que conversou com uma amiga e ambas descobriram que ela estava sendo iludida pelo homem e que se tratava de um golpe.

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Fonte:

G1

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