Eduardo Baptista não chega ao Inter com uma fórmula única para montar suas equipes. Ao longo da carreira, o treinador variou sistemas e formas de organização, mas há características que aparecem com frequência em seus trabalhos. Uma delas é a utilização de três zagueiros. Outra é a atenção dada às jogadas de bola parada, além da tentativa de acelerar as transições para surpreender os adversários.
Nas primeiras conversas com os dirigentes colorados, Baptista indicou que pretende deixar o Inter mais forte fisicamente. A ideia, porém, não passa por abrir mão da experiência dos principais jogadores do elenco como Mercado e Alan Patrick. Ao mesmo tempo, o treinador pretende aumentar a concorrência em algumas posições. O gol é uma delas.
O período até a estreia será relativamente longo para os padrões de uma troca de treinador durante a temporada. O Inter só voltará a campo em 7 de outubro, contra o Corinthians, no Beira-Rio. Até lá, Baptista terá exatamente 14 dias para conhecer melhor o grupo, ajustar questões físicas e trabalhar conceitos táticos.
A tendência é que o técnico utilize os primeiros treinamentos para avaliar o elenco antes de definir o sistema que será utilizado. A possibilidade de atuar com três defensores, contudo, está entre as alternativas. Pezzolano, inclusive, montou um sistema parecido, usando Bruno Gomes como zagueiro.
Outro ponto que deverá receber atenção especial é a bola parada. O treinador costuma dedicar parte relevante dos treinamentos às cobranças ofensivas e defensivas, enquanto as transições rápidas aparecem como uma das ferramentas para buscar espaços e acelerar os ataques.
Fonte: Correio do Povo