A presença dos comunicadores e a interação com o público continuam sendo diferenciais do rádio, mesmo diante do crescimento das plataformas de streaming. Essa é a avaliação da gerente-geral da Rádio Tapejara, Cirlene Lamb Girardi, a partir de uma pesquisa realizada pela MIDiA Research sobre os hábitos dos ouvintes.
O levantamento aponta que 42% dos ouvintes de rádio ao vivo entre 20 e 34 anos utilizam o meio para descobrir novas músicas. A pesquisa também identificou que características como curadoria musical, participação dos apresentadores e interação em tempo real são valorizadas pelo público e diferenciam o rádio dos serviços baseados principalmente em recomendações por algoritmos.
Para Cirlene, os dados mostram que o rádio não precisa disputar espaço com o streaming reproduzindo o mesmo modelo. “O nosso diferencial está justamente naquilo que o algoritmo não consegue reproduzir da mesma forma: a presença humana, a conversa, a opinião, a espontaneidade e a interação com o ouvinte”, destacou.
Na avaliação da gerente, a relação construída entre comunicadores e ouvintes permanece como um dos principais elementos da radiodifusão. Ela observa que o público pode participar da programação, enviar mensagens, pedir músicas, dar opiniões e acompanhar comunicadores com os quais já possui uma relação de proximidade. “O ouvinte não quer apenas ouvir música; ele quer participar”, afirmou.
A pesquisa destaca, ainda, que a descoberta musical permanece entre as funções do rádio. Considerando todas as faixas etárias pesquisadas, 32% dos ouvintes apontaram essa possibilidade entre os motivos para acompanhar o meio. Para Cirlene, os resultados servem como uma reflexão sobre o futuro do rádio e sobre a necessidade de continuar adaptando a programação sem perder a característica. “O grande diferencial do rádio é a conexão com as pessoas”, finalizou.
Jornalismo Rádio Tapejara