04 março 2021 | 09h32
Atualizado em 04 março 2021 | 09h37
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Bandeira preta deverá ser mantida no Rio Grande do Sul

Anunciada há uma semana, a bandeira preta em todo o Rio Grande do Sul deverá ser mantida. Na ausência de previsão de os dados de contaminação e de ocupação da rede hospitalar recuarem, o caminho será seguir atuando nas restrições. Nesta quinta-feira, o governador tem reunião com o Gabinete de Crise, pela manhã, para analisar os dados e tentar definir quais serão as próximas estratégias. Na sexta-feira passada, Leite não descartou a possibilidade de medidas mais restritivas, o que, inevitavelmente, irá gerar crises e pressões contrárias.

É verdade também que manter essas regras trará outros desafios, como a questão da fiscalização, que recaiu sobre os prefeitos, e a de sensibilizar a população, especialmente quando existem tantos conteúdos falsos e com informações equivocadas, que só dificultam a conscientização. Porém, os dados não deixam de ser alarmantes. Por exemplo, na quarta-feira, às 18h, a taxa de ocupação de leitos de UTI no Estado era de 100,09%. Há uma semana, quando Leite suspendeu a cogestão com prefeitos no Modelo de Distanciamento Controlado, o índice era de 91,9%. No detalhamento, a ocupação nas regiões Metropolitana, dos Vales e a da Serra ultrapassava a 100%.

Outro ponto é que, no balanço das hospitalizações desta quarta-feira, os pacientes de Covid-19 passaram gradativamente a ocupar leitos que, até então, vinham sendo ocupados por pacientes com outras enfermidades. Assim, ao longo dessa semana, a situação não deu sinais de que retrocederá. Ao contrário. Além do aumento no número de óbitos e a ocupação do sistema de saúde que extrapolou a capacidade, foram registradas transmissões comunitárias da variante de Manaus em Porto Alegre, a chamada P1, que tem se mostrado mais agressiva.

Fonte:

CP

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