18 janeiro 2021 | 05h57
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Anvisa aprova uso emergencial das vacinas CoronaVac e AstraZeneca no Brasil
A reunião que discutiu o tema durou cerca de cinco horas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou neste domingo, 17/01, por unanimidade, o uso emergencial das vacinas Coronavac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. A reunião que discutiu o tema durou cerca de cinco horas.

Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em "Diário Oficial".

Uma edição extra do "Diário Oficial da União" com o termo de compromisso entre Anvisa e Butantan foi publicada por volta das 22 horas deste domingo. Ele é assinado pelo diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, pelo diretor do Butantan, Dimas Covas, e pelo corresponsável técnicos do instituto, Cleber Augusto Gomes.

O termo de compromisso prevendo o envio, até o dia 28/02, dos resultados sobre a imunogenicidade da CoronaVac foi uma das exigências da relatora do processo para o uso emergencial. A imunogenicidade é a capacidade que uma vacina tem de estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos.

O pedido sobre a Coronavac foi apresentado em 08/01 pelo Instituto Butantan e é referente a 6 milhões de doses importadas, produzidas pela farmacêutica chinesa Sinovac. O Butantan também desenvolve a vacina no Brasil.

O pedido sobre a vacina de Oxford foi apresentado em 08/01 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e é referente a 2 milhões de doses importadas do laboratório Serum, da Índia, que produz a a vacina desenvolvida pela universidade do Reino Unido e pelo laboratório AstraZeneca. A Fiocruz também desenvolve a vacina no Brasil.

A enfermeira, Mônica Calazans, de 54 anos, que atua na UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, foi a primeira pessoa, fora dos estudos clínicos, a ser vacinada contra a Covid-19 no país.

Ela foi imunizada já neste domingo, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). No total, 112 pessoas foram vacinadas.

Mônica faz parte do grupo de risco para a doença, e atua na linha de frente contra Covid-19 no Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Ela foi voluntária da terceira fase dos testes clínicos da CoronaVac realizados no país e tinha recebido placebo.

Fonte: G1

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