13 janeiro 2021 | 12h00
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Candeia alerta para tentativa de retorno das demarcações indígenas
Há preocupação em Gentil e Mato Castelhano.

As demarcações de terras indígenas novamente estão em pauta e tirando o sono de moradores no interior de Gentil e Mato Castelhano. Conforme o Vereador e Procurador do Estado, Rodinei Candeia, a ação começa a ganhar forma novamente através do Ministério Público Federal. Candeia explicou que começou a trabalhar de forma mais intensa na região de Erechim na questão das demarcações. O que ele viu, na época, foi uma ação de promover demarcações independentes de serem corretas ou não.

Citou que houveram fraudes com antropólogos e ONGS, denunciadas aqui, e que se mostrou ser algo a nível de Brasil e tema de CPI no Congresso Nacional. Disse que um dos braços que promovia estas demarcações estava em alguns membros do Ministério Público Federal. Explicou que as demarcações não foram adiante porque o STF estipulou que, para isso ocorrer, as terras precisavam ter comprovadamente indígenas vivendo até 1988. Agora está ocorrendo uma movimentação no STF para derrubar este entendimento que obteve respaldo no Ministro Fachin e que abre caminho para derrubar a regra de 1988.

Explicou que nenhuma das áreas da região tinha índios ocupando em 1988 e o Ministério Público quer, ao mesmo tempo, provar que houve indígenas no passado e derrubar o marco de 1988. Conforme Candeia a última área pretendida para demarcação em Gentil abrange 23 mil hectares e deve atingir 1000 famílias e cerca de 4 mil pessoas. Estas famílias precisariam ser deslocadas para entregar tudo a 150 outras pessoas do povo indígena. Candeia alertou que a violência e extorsão de alguns indígenas contra agricultores diminui, mas ainda existe.

Citou fatos que teriam ocorrido próximo da Efrica onde agricultores foram intimidados ao plantarem em suas terras. Candeia disse que, infelizmente as pessoas envolvidas nas demarcações se envolvem todos os dias para retirar os agricultores de suas terras. Destacou que nunca se viu um pedido de demarcação de terras no sul do Rio Grande do Sul. Os pedidos ocorrem sempre em áreas de grande riqueza mineral, grande produção agrícola ou obras publicas onde é possível pedir milhões em compensações. Finalizou dizendo que sempre há interesses escusos por trás das demarcações e a questão é muito mais geopolítica do que indígena.

Fonte:

Uirapuru

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